Arthur Muhlenberg comenta estreia do Flamengo na Copa do Brasil: “Não ganharemos nada.”

Emoções conflitantes antes do pontapé inicial de mais uma Copa Brasil, uma espécie de recuperação pros times burros demais pra conseguir uma vaga na Libertadores. Por um lado aliviado em afastar meu nariz dos ares pútridos que empesteiam a outrora olorosa Lilliput do carioqueta sem estádios. E por outro, bem apreensivo com os três principais problemas do time do Flamengo; a defesa, o ataque e o meio de campo.
Me preocupo porque no caso do Flamengo ter se preparado como eu me preparei para essa Copa do Brasil estendida que dá direito a entrar pela porta dos fundos na Libertadores, como se fosse um bicão qualquer sem dinheiro pra pagar o ingresso, nós estamos muito mal na fita. Não li nem o regulamento, não sei quem joga, só sei que os jogos são na quarta e começam depois da novela. E agi dessa maneira porque apesar de ser uma besta de 800 patas sou capaz de aprender com meus próprios erros. É evidente que como muitos outros rubro-negros mais inteligentes do que eu, dessa vez preferi não saber.
Não vou me deixar levar pelo ôba-ôba durante a Copa do Brasil. Serei racional e não perderei de vista a certeza tranquila de que com esse elenco aí não ganharemos nada. A narcose provocada por um sacode na baranga e um no ex-Flor de Friburgo durante a fugaz e ilusória boa fase na Taça Guanabara comprometeram seriamente minha capacidade de julgamento. Me empolguei e mesmo mantendo a humildade que me é peculiar me estabaquei ao ver o Flamengo ser demitido da taça Rio antes do Resende e do Volta Redonda. Pra que repetir o mesmo procedimento na Copa do Brasil?
Se no carioqueta mais café com leite desde a fusão da Guanabara com o Estado do Rio já tava osso pra conseguir ganhar dos timinhos que o Mengão conhece muito bem, imagina o perrengue que será na Copa do Brasil jogando com timinhos mundialmente desconhecidos. E Copa do Brasil, não se esqueçam, ainda tem aquele troço chato à beça que é o Flamengo jogar contra um monte de secundinos e tercerinos cujas torcidas entram logo em violento furor uterino ao saber que enfrentarão a sanha doutrinadora do Mais Querido.
A única coisa legal da Copa do Brasil é que ela permite que o Flamengo se exiba para seus torcedores espalhados pelo Brasil sem ser pela TV. Essa galera fica enlouquecida com a possibilidade de ver o Mengão pertinho de casa. E olha que pra esses heróis fechados com o certo pertinho é qualquer distância entre 0 e 1000 km. Realmente, a torcida do Flamengo é a grande estrela dessa competição. No jogo de hoje em Belém vamos ver como é que o braço Norte da Maior do Mundo se faz representar nas arquibancadas. É óbvio que vai dar show.
Do time não quero nem falar, Jorginho é maluco e não quero nem palpitar sobre quem ou o quê ele pode mandar ao gramado. Seja quem for esses caras tem que honrar o Manto. Não espero nada dessa Copa do Brasil e nem de nenhuma competição enquanto esse elenco não for substancialmente reforçado, expurgos inclusos. Mas quem for jogar, por mais pereba que seja, tem a obrigação solene de não deixar o Flamengo passar vergonha. Se conseguirem cumprir essa meta modesta ficarei plenamente satisfeito.
Fonte: Urublog

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