Se Jorginho viu um ponto positivo na eliminação do Flamengo na Taça Rio – já que o mesmo terá mais tempo para poder treinar a equipe e conhecer melhor o elenco –, o diretor executivo de futebol rubro-negro, por outro lado, não compartilha da mesma opinião. O adeus precoce ao Campeonato Carioca não faz Paulo Pelaipe enxergar, mesmo que tecnicamente, algo de bom para o clube.
– A campanha é ruim e não vejo qualquer ponto positivo nessa eliminação. Nós não esperávamos uma queda precoce, mas infelizmente isso ocorreu. No futebol, nós temos de ganhar. Não tem essa, ainda mais aqui no Flamengo, que tem uma torcida acostumada a títulos e vitórias – destacou o dirigente do Fla, que aproveitou para dizer que o clube, mesmo com as limitações financeiras, não alcançou os objetivos traçados no início do ano:
– O futebol é feito de momento. Às vezes as coisas andam como o planejado, mas em algumas ocasiões, não. A gente não produziu o que poderia e todos sabem disso.
Depois de uma ótima campanha na fase de classificação da Taça Guanabara, o time não conseguiu repetir o feito no segundo turno. Embora esse fato esteja ligado diretamente à troca de treinador – já que Jorginho assumiu na segunda rodada da Taça Rio –, Pelaipe disse que a diretoria sabia dos riscos que corria ao trocar o comando técnico da equipe.
– Nós sabíamos de todo o risco que estávamos correndo. Quando se troca o treinador no meio de uma competição, é certo que os jogadores levarão um tempo para assimilar a mudança na filosofia de trabalho de um profissional para o outro – relatou o diretor, que fez questão de enfatizar que a troca de técnico foi realizada por questões financeiras.
– Só rescindimos com o Dorival porque não tínhamos condições financeiras de mantê-lo. O Jorginho, sim, encaixa-se no nosso perfil.
Fonte: Lancenet
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