Rica Perrone diz que contratação de Kléber vai contra as tradições do Flamengo.

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Eu não suporto ver um clube de futebol pisar na sua camisa em troca de uns golzinhos. Já cansei de ver, no entanto, e acho vergonhoso como jogadores que falam e fazem o que querem de seus empregadores podem ter as portas abertas depois de algum tempo.
Kleber é cogitado no Flamengo e a notícia em si me soa inacreditável. Mas é pra acreditar, pois o contato existiu, não se sabe se pela diretoria do clube ou se por empresários de ocasião, coisa muito comum hoje no futebol.
Explicando: Empresário de ocasião é aquele que não empresaria nem o jogador e nem presta serviço pro clube. Ele vê uma oportunidade, liga pro jogador, vê quanto custa, liga pro clube e faz todo o processo levando um % meramente por ter unido as duas partes, sem ser empresário de nenhuma delas.
Enfim, voltando. Antes de condenar qualquer tipo de contratação é fundamental que ela seja anunciada. Não é o caso.
Custo a crer, mesmo assim, que parte dos rubro-negros estejam de acordo e torcendo pra que isso tenha um final “feliz”.
Kléber é um jogador supervalorizado, ganha bem, joga pouco, vive expulso, nunca decidiu nada e por onde passa é festinha na chegada e porta dos fundos na saída.
Jogadorzinho. Aquele mesmo que usou o Flamengo pra fazer leilão e pedir aumento no Palmeiras, e em seguida fez uso da boa fé rubro-negra num fair play para quase marcar o gol da vitória palmeirense, quase agredido pelos possíveis futuros companheiros, diga-se.
Kleber é um jogador de organizada. Vive de carrinho, cotovelada, pontapés e festinhas de torcida. Puxa-saco de torcida, jogador mediocre, curriculo comum. Ganha um absurdo por ter fama de “gladiador”, jogador que tem raça, corre, briga.
Se quiserem um brigador contratem o Aldo, é mais rubro-negro e bate mais forte.
Aí vem um flamenguista e diz assim:  ”Pra quem tem Nixon…”.
É, pois é. E por isso o Flamengo está como está. Por não respeitar sua camisa, sua grandeza em troca do imediatismo barato de ganhar ou salvar uma taça rio qualquer.
O “novo Flamengo” não é um lugar para Kleber. Mas se for, não me parece um “novo” Flamengo.
Fonte: Blog do Rica Perrone

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