Felipe cita estádios de segunda divisão estadual em falta no Rio de Janeiro.

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O Flamengo tem viajado muito nessa temporada. Com a interdição do Engenhão, o Rubro-negro fará um verdadeiro tour pelo país durante o Brasileiro. Após ir a Brasília na primeira rodada da competição, no domingo, o time já se prepara para enfrentar a Ponte Preta no Estádio Mário Helênio, em Juiz de Fora-MG, às 21h desta quarta-feira.

Para o goleiro Felipe, o apoio da torcida é essencial para que o time supere o cansaço físico e mental por tantas viagens. O atleta se mostrou insatisfeito com a quantidade de deslocamentos que a equipe tem feito nos últimos dias.

“Mesmo sendo um dia antes da partida, é cansativo. É complicado viajar tanto já no inicio do campeonato. O normal é alternarmos entre partidas em casa e outras fora. Mas só vamos jogar fora. Vamos mandar um jogo em Florianópolis até. É o mais desgastante, mas tem que ser feito. Peço que os torcedores compareçam para amenizar isso”, disse Felipe.

O goleiro apontou a falta de estádios no Rio de Janeiro como motivo para este desgaste. Felipe comparou a situação com a de São Paulo, onde pequenos clubes do interior tem casas em condições de receber grandes jogos.

“É complicado não termos estádios no Rio de janeiro. Em São Paulo temos muitos estádios, até na segunda divisão do estadual. Mas teremos que jogar fora. Ficamos mais tranquilos porque sabemos que a nossa torcida comparece. Lá em Juiz de Fora sabemos que teremos torcida. É um prazer chegar ao hotel e encontrá-lo cheio de torcedores”, afirmou o goleiro, que ressaltou o tempo que tem ficado com os companheiros.

“Esse ano já passamos muito tempo juntos. Tivemos várias pausas, intertemporadas. Fomos a Pinheiral algumas vezes. Temos que nos adaptar a isso, teremos que ficar viajando”, constatou.

Apenas uma coisa incomoda Felipe nas muitas viagens que faz com o Flamengo: o cavaquinho desafinado de seu companheiro de quarto na concentração.

“Meu parceiro de quarto é o Elias, a amizade é antiga. A única coisa ruim é que ele tem um cavaquinho e acha que sabe tocar. Toca uma nota e acha que sabe”, brincou Felipe. “Mas o bom é isso, sabemos como cada um é, o que ajuda em campo”, encerrou.

Fonte: UOL

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