Flamengo e a procura por um novo Paulinho.

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Bom, bonito e barato. A atual política de contratação do Flamengo pode ser resumida desta forma. Não que ela esteja garantida pelos novos jogadores rubro-negros, mas é o que pretende o departamento de futebol liderado por Wallim Vasconcellos. Tentando levantar o clube financeiramente, a maior parte do dinheiro conseguido até aqui com os novos patrocínios está sendo utilizada para saldar dívidas e pagar salários do elenco, evitando futuros problemas judiciais. Assim, a tática é procurar jogadores que venham se destacando em pequenas equipes e tenham baixo custo. Mais ou menos o que o Corinthians fez com Paulinho, um dos principais ídolos do atual elenco corintiano, quando o contratou junto ao Bragantino.
Em 2010, dois anos após disputar a Série B, ainda sem o poderio financeiro que demonstra ter agora, o Timão procurava jogadores na linha do bom e barato. Para ser justo, Jucilei e Ralf também podem ser incluídos nessa categoria. Foram apostas e trouxeram alto custo-benefício. Mas, apesar disso, Paulinho foi mais decisivo e teve um destaque maior para o time e a torcida.



Ainda em 2012, com parcos recursos, o Flamengo já havia adotado essa postura. Amaral (Nova Iguaçu), Magal (Barueri), Wellinton Silva (Resende), Jorge Luiz (Friburguense), Cléber Santana (Avaí), Renato Santos (Avaí) e Hernane (Mogi Mirim) são alguns exemplos da safra adquirida por baixos valores. Wellinton Silva e Renato Santos até se destacaram no péssimo ano rubro-negro. Hernane, por sua vez, só virou o Brocador em 2013. Porém, nenhum deles se transformou em Paulinho para o Flamengo. Muito longe disso.

Com a chegada de 2013 e da nova diretoria, a política de administração austera foi posta em prática de vez. Gabriel e João Paulo foram os primeiros, logo no começo do ano. Agora, às vésperas do Brasileirão, Paulinho e Diego Silva (XV de Piracicaba), Bruninho (Atlético Sorocaba) e Val (Mogi Mirim) são os novos reforços. Ao contrário de outros anos, quando pescou destaques de times do próprio Rio de Janeiro, as opções atuais vieram do interior de São Paulo, assim como o volante do Corinthians, em 2010.

Em busca do novo “Paulinho do Corinthians”, seja ele volante, meia ou atacante, o Flamengo procura encontrar soluções sem gastar mais do que tem. Se os atuais candidatos vão corresponder às expectativas, só o tempo vai dizer. Há quem diga que tempo é dinheiro e, se for mesmo, o Flamengo não tem um segundo para desperdiçar.

Fonte: Doentes por Futebol

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