Participante majoritária no Consórcio Maracanã, com 90% do total, a empresa Odebrecht comanda as conversas com o Flamengo. Por sua vez, o clube tem sido representado pelo presidente, Eduardo Bandeira de Mello, e Rodrigo Tostes, vice de finanças. A oferta é de um montante mais alto a ser pago imediatamente, como uma espécie de luvas. No restante, o clube teria direito à renda de apenas uma parte, cerca de 50%, de ingressos dos diversos novos setores disponibilizados para as partidas no estádio.
O edital de licitação do Complexo do Maracanã determina que o consórcio vencedor (formado por Odebrecht, IMX a AEG) tem 90 dias, a partir de meados de maio, para fechar acordo com dois grandes clubes do Rio, embora nenhum tenha direito a exclusividade. O Fluminense tem negociação mais adiantada com o consórcio vencedor, mas uma parceria com o Flamengo foi descartada. A nova diretoria rubro-negra rompeu qualquer relação oficial com os tricolores após a ida do lateral-direito Wellington Silva para as Laranjeiras no início do ano. Os ânimos continuam acirrados nos bastidores e o tom não é ameno.
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