O Campeonato Brasileiro se apresenta ao Flamengo, a partir de hoje, como uma montanha se impõe a alpinistas. Sem estrelas, a equipe estreia às 16h contra o Santos, no reformado estádio Mané Garrincha, em Brasília, e aposta na fase madura de seu treinador. Jorginho chegou quase ao topo como auxiliar de Dunga na seleção brasileira, mas agora assume seu maior desafio à frente de um clube, aos 48 anos, após passagens por América-RJ, Goiás, Figueirense e Kashima Antlers, do Japão.
– Ele volta ao Brasil maduro, preparado, mas como treinador é o grande desafio da carreira. É o primeiro grande clube, onde ele tem história, identificação. É a oportunidade que ele esperava – contou um amigo do treinador.
Em pouco mais de dois meses no comando do Flamengo, o novo comandante conseguiu impor seu estilo de trabalho, depois de passar por um início complicado devido às reformulações no elenco. A nova filosofia é baseada em dois pilares: preparação física forte e participação intensa nos treinamentos, além de controle mental e de metas a curto prazo. Em cada uma das direções, um profissional se dedica mais.
O diálogo com os integrantes da comissão técnica – a fixa e a permanente – é bom. Jorginho costuma ouvir a todos e presta atenção em cada trabalho, de cada atleta. Para isso, deixa Aílton como voz no quesito técnico, Joelton Urtiga no físico e o coaching Lulinha na avaliação de desempenho mental individual e no desenvolvimento de metas coletivas.
– Nossa comissão tem a característica de fazer que os atletas vivam aquilo intensamente. Na parte física, a equipe tem chegado bem no fim dos jogos. Tem um preparo emocional. O Lulinha mostra importância de traçar objetivos, o que representa cada um, para tirar o máximo deles -, contou Jorginho.
O diretor de futebol, Paulo Pelaipe, referenda a aposta de toda a cúpula: – É um profissional muito bem preparado, vai ser um dos grandes treinadores do Brasil.
Fonte: Extra Globo