Mário Guimalhães fala da estreia dos Cariocas no Brasileirão.

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Na média, foi boa a estreia das quatro equipes cariocas no Campeonato Brasileiro.

Em casa, o Vasco superou meses de depressão e derrotou a Portuguesa por 1 a 0. Tudo bem que a Lusa pareça vocacionada para o rebaixamento, mas o limitado elenco vascaíno merece celebrar o começo com vitória. O mérito principal é de Paulo Autuori, o excelente técnico que se impôs um desafio com pinta de roubada: melhorar uma equipe muito fraca.

Só com reservas, a fim de poupar os titulares para o mata-mata de quarta-feira pela Libertadores, o Fluminense impôs 2 a 1 ao Atlético-PR. O atual campeão nacional atuou como mandante. Além de descansar o time principal, a opção de Abel pelos suplentes impede que se arrastem em campo jogadores com a cabeça longe dali, pensando em outra competição. Quem entra quer mostrar serviço. Se eu fosse o treinador do Flu, Rafael Sóbis seria titular (no lugar do Rhayner).

O Botafogo poderia ter vencido ou perdido para o Corinthians no Pacaembu, que não seria nenhum absurdo. O empate em 1 a 1, em viagem, diante do campeão mundial, tem de ser valorizado. Veremos o efeito, contra adversários de porte, de não ter mais o seu estádio para receber as partidas. No Campeonato Estadual, o Engenhão não fez falta, mas agora a parada é mais dura.

Ao contrário do que indica o placar miserável de 0 a 0, o Flamengo jogou bem contra o Santos, no confronto que passou à história como a despedida de Neymar do clube da Vila. O novo estádio Mané Garrincha, em Brasília, registrou a maior renda da história do país. O problema foi a rigorosa incapacidade rubro-negra de concluir com eficiência. O melhor foi o goleiro santista Rafael, o que evidencia o domínio do Fla e as numerosas chances de gol.

Abertos pelos flancos, Rafinha (na esquerda) e, sobretudo, Gabriel (pela direita) não se saíram mal. Hernane não esteve nos melhores dias, e Marcelo Moreno o substituiu com mais vigor. Continuo achando que a escalação dos dois atacantes juntos aumentaria o poder de fogo. Quem iria para o banco? Pelo que se viu ontem, Renato Abreu.

Entre os clubes do Rio, o Flamengo inicia mais embaixo na tabela. Demonstrou que evoluiu no período intensivo de treinamentos coordenado por Jorginho. Já, já veremos até onde pode ir.

Fonte:  Boa Informação

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