O Flamengo de 2013 já aprendeu a não dar um passo maior do que a perna, dentro e fora de campo. Se a diretoria contém despesas, dispensa atletas caros e demora a trazer craques, os jogadores , por sua vez, vão ganhando conjunto e entendendo a nova filosofia.
— Para a mídia, trazer um grande jogador seria importante. Para nós,não adianta se não entrar nas regras da diretoria. Pode trazer benefícios e coisas negativas. Vai chamar atenção, mas para a gente não faz diferença. Vamos buscar nossas metas, com estrela ou não — declarou Renato Abreu, líder do grupo e um exemplo de que é importante entender as novas diretrizes para se manter em alta.
Em uma equipe ainda em transformação e adaptação à chegada de reforços, nota-se cada vez mais o entendimento dos conceitos introduzidos pelo técnico Jorginho.
No penúltimo treino antes do jogo de volta contra o Campinense, pela Copa do Brasil, o treinador simplesmente relembrava as ideias cada vez mais entranhadas, enquanto os atletas se movimentavam no já automaticamente.
— Ele também está colocando como gosta tática, defensiva e ofensivamente, e estamos melhorando a cada dia. O entrosameno mostrado nos últimos jogos prova isso. Está mantendo a equipe, tem que continuar com essa sequência — emendou Renato.
A delegação viaja para Juiz de Fora hoje pela manhã, e treina no estádio Mario Helêno, onde recebe o Campinense amanhã. O time já começa a ser decorado pelo torcedor. Ontem, no coletivo, nenhuma surpresa. Apenas um susto dado por Leo Moura, que machucou o tornozelo mas depois voltou à atividade.
Apontando o momento atual como o melhor desde o título estadual de 2011, quando Ronaldinho Gaúcho comandou o “Bonde do Mengão Sem Freio”, Renato alerta.
— É importante ganhar confiança, a cada jogo, com ambiente de paz, alegria, mas com responsabilidade. Não pode entrar no comodismo, tem muita coisa para acontecer.