Rodrigo Bueno faz comparação de Clubes brasileiros com europeus.

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Pensei em fazer algo sobre a Champions League, cuja final neste final de semana nem precisava ser em Wembley para ser mais que especial. Pensei em fazer algo sobre o Brasileiro, campeonato que começa hoje e que também será uma atração do FOX Sports, o canal que contratou meus diferenciados serviços. Aí tive a ideia de fundir as duas coisas. Como? Com o básico: pegando os times do Brasileiro e comparando com algum clube que jogou a edição 2012/2013 da Champions League.

Em alguns casos, a comparação foi fácil e veio logo à minha brilhante mente, em outros casos eu forcei a barra mesmo, até porque meu poderoso processo de criação às vezes dá uma rateada (e eu tinha que entregar o post completo, com todas as diferenciadas seções que só você, meu leitor diferenciado, sabe o que é e sabe o trabalho que dá). Então não vou me alongar muito mais aqui e vamos logo para os times. Não vou explicar muito o que minha cabeça doentia viu num time e no outro. Se quiser me ajudar e me dar argumentos para justificar minhas comparações, eu agradeço. Se quiser deletar tudo e mudar as comparações, não vai dar porque você não controla o site do FOX Sports (mas você pode deixar toda a sua revolta e todas as suas sugestões na seção de “Comentários” no rodapé deste post cavalar).

ATLÉTICO-MG-BORUSSIA DORTMUND

Estilo vistoso e despojado de jogo, um técnico ousado e meio maluco, uma torcida que comparece e ajuda muito mesmo em época de vacas magras. Não é o clube mais rico de seu pedaço e vive muito de apenas uma grande conquista. Bernard é chamado de novo Götze na Alemanha, e há o Jôwandowski no comando do ataque. Times enfiaram um 4 a 1 no São Paulo-Real Madrid no nobre torneio continental e vislumbram um bom futebol no Mundial no final do ano no Marrocos.

ATLÉTICO-PR-SHAKHTAR

Dois clubes emergentes em seus continentes, que gozam de uma boa estrutura, algum dinheiro e certa força política. Tiveram Jadson em comum. Têm Fernandinho em comum. Curtem jogadores estrangeiros. Surpreendeu poderosos, como o Fluminense-Chelsea, mas não conseguiu superar o xará mais tradicional, o grande Atlético-MG-Borussia Dortmund.

BAHIA-DÍNAMO DE ZAGREB

Times de fora do Eixo, de grande tradição regional e com torcida fervorosa. Tem como termo de comparação muitas vezes o vizinho e xará Vitória-Dínamo de Kiev. Apanhou feio recentemente desse velho rival em seu grupo. De fato o time limitado, não dava mesmo para esperar uma grande campanha nesta temporada.

BOTAFOGO-AJAX

Dois dos clubes mais famosos da história do futebol, possuem muito mais passado que presente. Hoje, sem o mesmo dinheiro de poderosos rivais, podem comemorar apenas em suas praias, em seus redutos, sem poder sonhar muito com o continente, por exemplo. Vivem um momento de reconstrução, um pouco ancorados em suas modernas arenas. Curtem craque holandês, como Seedorf, e uruguaio, como Lodeiro.

CORINTHIANS-JUVENTUS

Alvinegros muito populares, experimentaram recentemente o desgosto da Série B, mas se recuperaram muito bem, montaram novos estádios e esbanjam dinheiro e conquistas agora, até de forma invicta. Os rivais voltaram a temer pela sua hegemonia. Um goleiro que assombrou o planeta sendo campeão mundial. Deixou o Chelsea para trás quando encontrou com o elitista clube inglês. Apesar da fama de serem beneficiados pela arbitragem historicamente, ganharam recentemente com sobras e até foram prejudicados. Um jogo do nobre torneio continental terminou em morte.

CRICIÚMA-MONTPELLIER

Mesmo sem ser da capital, ganhou o troféu de sua região de forma um tanto quanto surpreendente. Chegou à elite sem muito alarde e foi assim que jogou também, ficando atrás de toda a concorrência em sua chave. O Criciúma superou a Chapecoense, clube em que apareceu o zagueiro Hilton, do Montpellier. Ambos ostentam com muito orgulho o título da copa nacional, uma vez que têm poucas chances de título no campeonato de seus países.

CRUZEIRO-PARIS SAINT-GERMAIN

Há mais que o azul unindo esses dois clubes que já beslicaram taças continentais mas que ainda não conquistaram o mundo. Os dois remontaram seus times recentemente, contratando uma penca de reforços. Desfrutaram do futebol do lateral-esquerdo Maxwell. Quem está cantando de galo agora é o Atlético-MG-Borussia Dortmund, mas investimento pode mudar isso.

CORITIBA-MÁLAGA

Times que vivem fase de crescimento nos últimos anos e que ainda não conseguiram ganhar a copa nacional que esperavam. Apostaram em jogadores canhotos de nome Alex, entre outros reforços de bom nível, notadamente brasileiros. Investiu, por exemplo, em Lucas Piazon, natural de Curitiba. Ficam fora do Eixo, mas têm força, tanto que foi longe no mata-mata com seu bom técnico.

FLAMENGO-MILAN

Duas potências rubro-negras com milhões de torcedores mundo afora que já não metem o mesmo medo de outrora, claro que por razões financeiras. Já não podem ostentar esquadrões como aqueles que ganharam o mundo e veem a concorrência interna do Corinthians-Juventus tomar a frente em quase todas as frentes. Com a força da camisa, foi até longe e deu até um certo trabalho para o Santos-Barcelona (bom rival da estreia), mas o título maior é só um sonho no momento. Já quis mais o Robinho, mas ama mesmo o brocador Balotelli.

FLUMINENSE-CHELSEA

Time de torcida refinada que vive fase esplendorosa com títulos importantes por conta do dinheiro de um magnata. Wallace, lateral revelado pelo Flu, já colocou a casaca do Chelsea, que muitas vezes não encanta mas que quase sempre é competitivo. Ficou atrás do Corinthians-Juventus na luta pelo título continental. Investiu num luso-brasileiro de nome Deco e foi campeão nacional tendo Belletti em seu elenco. Está cada vez mais acostumado com as competições internacionais.

GOIÁS-ZENIT

Time que fica um tanto quanto afastado do centro nervoso do futebol em seu continente mas que mesmo assim chegou, não faz tanto tempo assim, a uma decisão continental. Possui bom dinheiro e estrutura, o que o permite investir em jogadores periféricos de bom nível. Sonha com um grande herói verde, como Hulk. Sem a tradição de um Flamengo-Milan e sem o investimento de um Coritiba-Málaga, não tem muito como aspirar voos maiores, está feliz por apenas fazer parte da elite.

GRÊMIO-MANCHESTER CITY

Nem tudo são flores quando se tem dinheiro e se ouve Blue Moon. Por vezes, inexplicavelmente, os resultados não vêm como esperado. Foram muitos investimentos, estrangeiros de renome contratados, um técnico com grife e fracasso internacional. Nem mesmo na disputa local deu para ficar com o título, venceu o rival local que parece mais competitivo, além de vermelho. A troca de técnico é iminente, e a força para brigar pelas primeira posições é uma outra certeza, pois o elenco é farto. Até Maicon, de passado gremista, hoje é Man City.

INTERNACIONAL-BAYERN

Gigantes do Sul que ostentam seu vermelho sistematicamente em competições internacionais. O Inter superou recentemente o Juventude, de onde se projetou o zagueirão Dante, do Bayern. Apesar do domínio folgado no aspecto regional, o esquadrão tem fraquejado em frentes maiores nos últimos anos. Neste ano mais uma vez surge como favorito para ganhar o Brasileiro-Champions. O Inter é treinado por Dunga, um metódico capitão que se formou também no futebol alemão.

NÁUTICO-CELTIC

Teve seu momento mágico na história nos anos 60, foi um luxo ganhar a Europa. Hoje isso parece impossível, mas quando joga em casa pode derrubar gigantes, como um Barcelona. Não aguenta um Corinthians-Juventus na hora da verdade, mas a tradição aristocrática deste clube pernambucano de remadores fundado também por ingleses garante respeito em seus domínios. Já exportou técnico para seleção e esbanja arena grandiosa agora.

PONTE PRETA-GALATASARAY

William não é bem um Drogba e o gringo Ramírez não é bem o gringo Sneijder, mas a Ponte gaba-se por ter a torcida mais fervorosa do interior, sendo quase uma torcida turca na Europa. A equipe não tem o mesmo poder de investimento dos ocidentais e dos times das capitais, mas faz da paixão, da união e da garra o combustível para permanecer na elite e até incomodar. Não aguenta normalmente um São Paulo-Real Madrid, o tradicional carrasco contra quem duela já de cara.

PORTUGUESA-BRAGA

Benfica e Porto seriam demais para a Lusa, o Braga está de bom tamanho, até porque é um clube emergente que vem honestamente se enchendo de jogadores que vêm de times do interior paulista para se colocar entre os grandes. Sim, Braga e Portuguesa não são grandes, mas são capazes de grandes coisas. Nesta temporada não deu para superar nem um Cluj, quanto mais um Manchester United. A mescla de brasileiros e portugueses humildes com alguns estrangeiros de nível discutível (até Cañete) é simpática, mas não há muito chance de sucesso assim.

SANTOS-BARCELONA

Símbolos do bom futebol, parecem estar com seus reinados por um fio. Já perderam aquela série de títulos de um tempo atrás, e Neymar agora é mais Barcelona que Santos mesmo. Muricy não é Guardiola, que já foi para outras bandas. Resta esperar que os veteranos não caiam ainda mais de rendimento e que novos Meninos iluminem o caminho, pois a concorrência investe pesado.

SÃO PAULO-REAL MADRID

Vencedores ao extremo, vivem hoje mais da fama e do nome do que do futebol e dos títulos em si. Tem chegado longe sempre, mas parece faltar algo a mais para reconquistar o mundo que tanto cobiça. Rogério Ceni e Casillas vão sendo encostados, e os presidentes veteranos e abusados não acertam mais o alvo. Cristiano Ronaldo e Cristiano Osvaldo podem se mandar em breve, o que só iria piorar o cenário. Luis Fabiano, com sua vocação mais para Sevilla que para Real, é outro problema galáctico.

VASCO-BENFICA

As ligações entre Brasil e Portugal são antigas, e os problemas na hora de decidir os títulos são relativamente novos. O Porto vai e mete gol do título, praticamente, nos minutos finais. O Fluminense-Chelsea faz o mesmo. Os anos dourados de fato ficaram no passado, os títulos rarearam, muito por problemas administrativos. Águia e bacalhau já voaram e nadaram mais alto e mais fundo. Paulo Autuori é um senhor das caravelas que triunfou em Portugal. O Benfica conta com um Jardel que não é aquele do Vasco e tem um Alan Kardec que é aquele mesmo do Vasco. Por isso não avançou na Champions.

VITÓRIA-DÍNAMO DE KIEV

Se o Bahia ficou como Dínamo de Zagreb, o Vitória, em melhor fase hoje que o rival, é o Dínamo de Kiev, símbolo de resistência, clube que forma historicamente bons jogadores e que representa bem sua região diante de endinheirados adversários do Eixo. O meia Raffael começou no Vitória e passou pelo Dínamo de Kiev. O Leste Europeu já atraiu o Vitória, Petkovic que o diga. Na Champions, só conseguiu ficar na frente mesmo do outro Dínamo, e isso é o que o Vitória pode fazer no Brasileiro.

E aí Nação, o que vocês acharam? Comentem! Siga-nos também no   

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