Sem dinheiro para contratar, Flamengo deve ser um mero coadjuvante no Brasileirão.

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Assim que assumiu o Flamengo em janeiro de 2013, a nova diretoria rubro-negra prometeu pelo menos um grande reforço no início da temporada. Com dificuldades financeiras no começo do mandato, a promessa foi adiada para o Campeonato Brasileiro. Agora, às vésperas da competição e sem recursos para maiores investimentos por reforços o clube terá que repetir uma fracassada tática de contratações já utilizada em 2012.

Apesar do discurso de mudar a realidade da política de contratações, ainda não será neste Brasileiro que a torcida verá um time forte. Sem dinheiro, a tática “falida” será adotada novamente, com apostas em destaques inexpressivos de campeonatos estaduais, ausência de medalhões e um time apenas modesto para a sequência do ano.

“Não podemos enganar o torcedor, essa é a nossa realidade”, resumiu diretor de futebol Paulo Pelaipe, em um discurso repetido exaustivamente pela cúpula rubro-negra.

“A ordem para este ano é arrumar o cofre. Sempre queremos os melhores jogadores, mas isso não será possível no momento. Adotamos uma outra política para a sequência da temporada. Observamos destaques de Campeonatos Estaduais pelo Brasil e vamos fazer algumas apostas. E outros nomes que aceitem nossa política salarial”, detalhou o dirigente, se referindo a nova ordem e estabelecer um teto salarial de R$ 250 mil por mês.

Em 2012, o então diretor Zinho e a ex-presidente Patricia Amorim já haviam feito tal experiência, que acabou sendo mal sucedida. Wellington Silva, ex-Resende, Hernane, ex-Mogi Mirim, Amaral, ex-Caxias, e Jorge Luiz, ex-Friburguense, foram contratados para o time que acabou não disputando nada no Brasileiro, apenas lutando para escapar do rebaixamento.

Desta vez, os nomes são Diego Silva e Paulinho, do XV de Piracicaba. “Tenho certeza que os jogadores que estão chegando podem render bons frutos. Fizemos uma boa pesquisa no mercado”, se defendeu Pelaipe, quando questionado sobre o risco de repetir a experiência mal sucedida do clube na última temporada.

Moreno, o novo Ibson

Até mesmo a aposta de maior destaque carrega semelhanças com o ano de 2012. Se na última temporada o Flamengo apostou em um jogador renegado no seu clube como principal contratação, em 2013 não será diferente. Marcelo Moreno, sem espaço no Grêmio, repetirá o papel de Ibson, que chegou ao rubro-negro após ver seu espaço diminuído no Santos.

Além dos primeiros nomes, o Flamengo ainda deve fazer mais três ou quatro contratações, entre zagueiros, laterais e meias. E novamente a prioridade será a busca por jogadores baratos e de times de menor expressão, confirmando a opção por um time apenas modesto no Campeonato Brasileiro.

Fonte: UOL

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