Do céu ao inferno: esse é o Flamengo.

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Começamos a semana comemorando um gol que veio no último lance do clássico, com o pensamento de que aquele time e aquela postura do 2º tempo nos serviriam de parâmetro para o resto do campeonato. No entanto, chegamos ao sábado com mais dúvidas que certezas, depois da partida apática e sem brilho do meio de semana, diante de um adversário de menor expressão. Diante disso, podemos fazer certas ponderações sobre o time:

1) O problema começa no gol. Felipe está muito mal, sai pessimamente do gol nas bolas altas, rebate chutes defensáveis e, portanto, não passa confiança para o setor defensivo (que já não é lá essas coisas).

2) A defesa. Quero que alguém me convença de que o Wallace tem condições para ser titular do Flamengo. Ele falhou no gol do Botafogo, ao deixar o Rafael Marques aparecer livre na marca do pênalti e escorar para o gol, na jogada mais manjada dos últimos anos no futebol. Na quarta feira, diante do Bahia, é certo que o time todo foi mal, mas ele, mais uma vez, abusou e perdeu tanto nas bolas altas, quanto pelo chão. Nas laterais, de um lado temos um Léo Moura só esperando completar o tempo necessário de serviço para se aposentar pelo INSS e, de outro, um João Paulo fraco, que não chega a comprometer, mas também não faz nada de mais.

3) O meio campo. Na minha modesta opinião, estamos bem servidos de volantes, pois temos Cáceres, Elias e Luiz Antônio. Três bons nomes que jogariam em vários clubes da Serie A do Brasileirão. Basta apenas achar uma maneira deles jogarem nas posições em que rendem mais (não necessariamente os três ao mesmo tempo). Não vou nem falar de Val e Diego Silva, porque, pra mim, eles são a versão recente de Léo Medeiros e Goeber, trazidos na época do Ney Franco, e nada acrescentam. É na parte da armação de jogadas que temos o nosso maior problema: o único que tem a característica de pensar o jogo é o Adryan e certamente ele irá oscilar durante a temporada, por ser bastante jovem. Fará jogos como contra o Botafogo, mas também disputará partidas como contra o Bahia. Normal. O ideal seria que tivéssemos outro jogador desse tipo no elenco. O Gabriel, apesar de ser muito bom jogador, não tem características de armação. Também não vou entrar no mérito do Carlos Eduardo, porque ele é mais um come-dorme que, inexplicavelmente, consegue vestir o Manto Sagrado.

4) Ataque de poucos gols. Como não conseguimos armar muitas jogadas, nossa válvula de escape é a correria pelas pontas. Às vezes funciona, a depender da defesa adversária. Se enfrentarmos uma bem posicionada, passaremos sufoco, como passamos no 1º tempo do jogo contra o Botafogo e durante todo o jogo contra o Bahia. O Marcelo Moreno fica isolado na frente e, mesmo tendo qualidade, não consegue resolver sozinho. Faz tempo que eu não vejo uma boa tabela ou uma triangulação entre os homens de frente. O time não joga próximo. É bola pra ponta e cruzamento na área.

Enfim, precisamos (mais do que nunca) da vitória, amanhã, contra o Atlético Mineiro. Pedir para time jogar bem, a essa altura, é um pouco demais. Porém, espera-se que, no mínimo, tenham disposição e ganhem todas as divididas. A raça sempre foi uma das maiores virtudes do Flamengo e, quando ela entra em campo, geralmente vem acompanhada de uma vitória.

SRN

Gabriel Lima



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