Elias: “O Maracanã mudou, mas a magia segue a mesma.”

Compartilhe
Num ano em que o sucesso não tem sido tão frequente no Flamengo, uma conjunção de fatores renovou as esperanças rubro-negras. Exilado em Brasília, onde, apesar da torcida numerosa, o clube não está em casa, o time voltou ao Rio — a contragosto das calculadoras do seu departamento de finanças — e se reencontrou. Muito mais do que a classificação para as quartas de final da Copa do Brasil, ao eliminar o Cruzeiro, líder do Campeonato Brasileiro, a vitória de quarta-feira deu novo alento a um time que vagava pelo Brasil.

Com ingressos mais baratos e num jogo com caráter decisivo, a torcida compareceu ao Maracanã. Foram 47.103 pagantes (53.538 presentes, incluindo a gratuidade) e arrecadação de R$ 2,266 milhões, recorde de público desde que o estádio é administrado pela Concessionária Maracanã S.A. Muito além desses números, foi empurrado por sua torcida que o Flamengo superou um adversário tecnicamente superior. Tudo isto comandado em campo por um paulista que tem a cara do clube. Ao aliar qualidade técnica com raça, Elias é o elemento catalisador da reação rubro-negra.

— Todo o time foi heroico. Ninguém acreditava. Todo mundo dava como certo que o Cruzeiro ia passar. Fomos “copeiros” e soubemos jogar esse tipo de competição. Trouxemos a decisão para o Maracanã, onde o Flamengo fica praticamente imbatível — ressaltou Elias, que falou sobre a energia do estádio, em que o time voltará a jogar dia 4 de setembro, contra o Vitória. — Joguei (pelo Corinthians) contra o Flamengo no Maracanã, na Libertadores, e o que senti naquele jogo voltei a sentir contra o Cruzeiro. O estádio mudou, mas a magia segue a mesma. O torcedor leva isso, independente da arena. É importante jogar no Maracanã, mas a diretoria vai resolver isso da melhor maneira. Torço para que acerte a volta de vez.

Autor do gol aos 43 minutos do segundo tempo, o volante mal conseguiu dormir após a partida — assim como muitos torcedores. Tomado pela adrenalina, só caiu no sono às 5h. Menos de três horas depois, já estava de pé. Ontem à tarde, no Ninho do Urubu, o jogador fez tratamento para livrar-se de vez das dores musculares na coxa esquerda que quase o deixaram de fora do jogo contra o Cruzeiro.

— No sábado, o exame apontou lesão grau dois — explicou Elias, que não jogou na derrota para o Grêmio. — O médico (José Luís Runco) falou em volta em duas semanas, no mínimo, e foi um baque grande. Perderia o jogo com o Cruzeiro e, depois, com o Corinthians. Na segunda-feira, o Runco analisou melhor a imagem, marcou ultrassom e identificou que não era grau dois. Disse que, se eu confiasse nele, estaria em campo. Confiei, fiz todos os procedimentos e a fisioterapia. Falei que não ia decepcionar.

Elias x time do coração

Elias não decepcionou médicos, torcedores e o técnico Mano Menezes, que elogiou a participação de seu jogador de confiança. Quando era técnico do Corinthians, em 2008, foi Mano o responsável por contratá-lo e recuar o então meia ofensivo para segundo homem de meio-campo. Na base do Palmeiras, Elias jogou como atacante, o que explica a intimidade com o campo de defesa dos rivais.

— É um jogador que assume responsabilidade e faz diferença nos momentos mais importantes. Fomos uma boa equipe e, por isso, Elias pôde definir com um gol no final — ressaltou o treinador, que lamentou apenas o fato de o jogador ter tomado o terceiro cartão amarelo e estar suspenso no primeiro confronto contra o Botafogo, nas quartas de final, ainda sem data confirmada.

Contra o Corinthians, domingo, Elias tem sua escalação confirmada. Cáceres, que deixou o campo no intervalo, não preocupa e deve começar jogando. Leonardo Moura, que não joga desde o empate com o Goiás, há duas semanas, treinou ontem no campo, mas ainda não tem data para voltar ao time titular.

No Pacaembu, onde viveu seus momentos mais marcantes no futebol, seja como torcedor ou como volante do Corinthians, campeão da Série B, em 2008, e da Copa do Brasil, em 2009, Elias vai reencontrar seu passado. Ele jamais escondeu sua identificação com os corintianos:

— Vai ser uma emoção muito grande reencontrar os torcedores que me apoiaram durante tanto tempo. Eles têm um enorme respeito por mim, mas vou fazer o meu papel e tentar vencer o jogo. Tenho certeza que eles vão continuar me respeitando.

Assim como os rubro-negros.

Fonte: O Globo


E aí Nação, o que vocês acharam? Comentem! Siga-nos também no  

Notícias recentes

  • Destaque

A avaliação do Flamengo sobre o início de Anthony Valencia

Quanto o Flamengo pagou para contratar Anthony Valencia? Anthony Valencia foi o primeiro reforço contratado…

26/09/2026
  • Notícias

Flamengo vence Praia Clube após virada espetacular e conquista título da Copa SuperVôlei

Torneio amistoso de vôlei teve fim neste sábado (26) O Sesc RJ Flamengo venceu o…

26/09/2026
  • Destaque

CEO da Adidas exalta Flamengo e projeta futuro da relação: “Parceiros para sempre”

Flamengo possui contrato válido com a Adidas até 2029 A Adidas voltou a destacar a…

26/09/2026
  • Destaque

José Boto convoca torcida do Flamengo para reta final de 2026: “Confiem no nosso trabalho”

Flamengo disputa os títulos do Brasileirão e da Libertadores Depois de uma temporada histórica em…

26/09/2026
  • Destaque

Aprende, Ancelotti! Ex-Flamengo, Jorge Jesus é sincero sobre jogo de Portugal x Noruega: “Não terei medo nenhum”

Noruega eliminou o Brasil nas oitavas de final da Copa do Mundo 2026 Jorge Jesus…

26/09/2026
  • Notícias

Preocupa? Gráfico destaca aproveitamento do Flamengo com e sem Plata em 2026

Gonzalo Plata, Ayrton Lucas e Evertton Araújo possuem lesões musculares no Flamengo O Flamengo utiliza…

26/09/2026