Flamengo domina clássico e vence o Fluminense na estreia de André Santos.

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Se o clássico tem o poder de tirar um time da crise e afundar o outro nela, a semana começará de forma tranquila na Gávea e mais tensa ainda nas Laranjeiras. No primeiro Fla-Flu do novo Maracanã, a equipe rubro-negra mostrou maior organização, mandou no jogo e, com direito a gol de letra de Hernane, venceu o apático Tricolor por 3 a 2, neste domingo, pela 13ª rodada do Brasileiro.

Enfrentar os rivais cariocas têm feito bem ao Flamengo no nacional. Foi o terceiro clássico do time, que venceu dois e empatou apenas um, mas esse com gosto de vitória, diante do Botafogo, nos acréscimos. O triunfo melhora não só o astral no clube e o time na tabela, que chega aos 17 pontos, mas dá sinais nítidas de evolução da equipe. Nesta tarde, o Rubro-Negro dominou o meio de campo e imprimiu enorme velocidade, encurralando o Fluminense. O estreante André Santos, atuando na meia, compôs bem o setor e distribuiu bem as jogadas, marcando o último gol do jogo. O tento, por sinal, poderia ter sido atribuído a Hernane, que chutou a bola praticamente junto.

– O André tentou, errou a passada, achei que não ia chutar mais, e eu preferi chutar. O gol é importante nessa hora, o importante é fazer o gol – explicou o lance o Brocador, que se destacou, marcou um gol de letra e deixou Elias livre para fazer outro.

Já o “estreante” do Fluminense não foi bem. Escalado pela primeira vez desde o início no lugar de Wagner, o jovem Eduardo esteve apagado em campo e foi mais notado ao levar caneta de Leo Moura no segundo gol rubro-negro. O Tricolor, com 14 pontos e perto do Z-4, voltou a apresentar enorme lentidão para levar a bola ao ataque, o que irritou seu torcedor. Dúvida até momentos antes do jogo, o goleiro Diego Cavalieri teve boa atuação e evitou uma derrota maior, no primeiro Fla-Flu de Luxemburgo dirigindo o Fluminense. Para piorar, o treinador coleciona desfalques para o duelo da próxima quarta-feira, contra o Corinthians, no Maracanã. Fred e Jean estarão na Seleção para amistoso com a Suíça e Carlinhos recebeu o terceiro amarelo.

– Trocaria tudo pela vitória, mas infelizmente levamos a virada no primeiro tempo. Ali matou o jogo. O terceiro gol foi uma casualidade, bate-rebate. Se o nosso segundo gol tivesse saído uns cinco minutos antes… – lamentou Rafael Sobis, autor dos dois gols do Flu e que completou 100 jogos pelo clube no clássico.

Hernane tira onda com gol de letra

Aos 16 minutos, o Fluminense deu sua primeira finalização no jogo e abriu o placar. Rafael Sobis aproveitou erro de Wallace, dominou na área e encheu o pé esquerdo. A essa altura, o Flamengo tinha muito mais volume de jogo e já havia finalizado cinco vezes, perdendo boas chances com o estreante André Santos, que mandou para fora, e com Leonardo Moura, que parou nas mãos de Diego Cavalieri. O tento tricolor, no entanto, não mudou em nada o panorama da partida. O Rubro-Negro continuou superior em campo, chegando com velocidade à área do Flu, lento para atacar e para marcar.

Presença constante no ataque, Elias apareceu de surpresa para empatar o duelo aos 25. Em velocidade, recebeu de Hernane na intermediária e entrou cara a cara, tocando por cima de Cavalieri. A rapidez também veio com o veterano Leonardo Moura, que tocou entre as pernas do novato Eduardo, chegou ao fundo e cruzou rasteiro. Hernane, de letra, virou o clássico e enlouqueceu a torcida flamenguista, aos 31. Previsível, o Flu se limitou a bolas longas em busca de Fred. Irritado, o atacante andou se estranhando com González, que também bateu boca com Leandro Euzébio e a primeira etapa terminou quente.

Mudanças de Luxa não surtem efeito

A pausa para o intervalo não alterou o andamento da partida. O Flamengo continuou superior em campo e colecionando chances criadas. Gabriel perdeu a melhor, chutando em cima de Cavalieri aos 3 quase na saída da grande área. Luxemburgo tentou mudar, sem sucesso, ao colocar Kenedy e Wagner nas vagas de Eduardo e Felipe. Depois, sacou Leandro Euzébio e colocou Diguinho. Foi em vão.

Foi o Flamengo quem continuou passeando no gramado. Aos 22, Paulinho, que substituiu Nixon pouco antes, chutou forte e a bola bateu no braço de Digão, mas o árbitro não marcou pênalti. Não precisou. Aos 35, em lance confuso na área tricolor, com direito a furada de Fred, a bola sobrou para Hernane e André Santos, que chutaram praticamente juntos. A bola morreu lentamente no fundo da rede tricolor e fez explodir de vez a torcida rubro-negra. Na comemoração, André Santos subiu a escada para abraçar os torcedores e não levou cartão amarelo, ao contrário do que ocorreu com Elias no jogo diante do Botafogo. Aos 47, Sobis recebeu de Jean e chutou forte para diminuir.

Fonte: GE


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