Flamengo, Fluminense, Botafogo e Vasco deveriam ter suas arenas.

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A diretoria flamenguista comprou de vez a briga. Não concorda como o consórcio administra o Maracanã. Os custos de manutenção do estádio são caríssimos. Mas esta reclamação pública é apenas a ponta do iceberg. O clube quer é que o governo carioca anule a licitação.

Eike Batista, AEG e Odebrecht estão avisados. A cúpula flamenguista acordou tarde e quer expulsar o intermediário. Adoraria comandar um motim. Convencer as direções do Botafogo e Fluminense. Criar um órgão gestor conjunto.

O presidente Eduardo Bandeira de Mello já agiu. Pediu uma audiência com o governador Sérgio Cabral. Primeiro vai pedir mudanças radicais na administração do estádio, e depois tentar fazer com que o acordo com o Maracanã seja extinto.

A Odebrecht, detentora de 90%, do consórcio já sabia da manobra. E alertou setores governamentais que não aceitará uma virada de mesa. O acordo foi selado: investimentos de R$ 594 milhões no estádio. Em troca, administração por 35 anos.

O governo voltou atrás em algumas decisões que irritaram o consórcio. Como impedir a destruição do parque aquático Júlio Delamare e tombar a Escola Municipal Friedenreich, assim como o Museu do Índio.

A princípio, Sérgio Cabral havia concordado. Seriam obras necessárias para modernizar o entorno do estádio. O consórcio havia insistido e conseguido a promessa de demolição. Mas o governador voltou atrás. Ele entendeu que politicamente seria melhor para ele.

O consórcio se calou, não comprou briga, mas não vai permitir que o governo interfira nas suas taxas de administração.

É tudo o que a direção do Flamengo quer. Ameaça se não conseguir, organizar seus jogos longe do estádio. Fazer Brasília capital do Rio de Janeiro.

Se isso acontecer será um golpe terrível para Sérgio Cabral. Perderá apoio popular da maior torcida do estado, do País. Incentivado pela postura firme flamenguista, botafoguenses e tricolores se preparam. E podem entrar na guerra.

O sonho é quase impossível: expulsar o consórcio. A legislação protege a Odebrecht, Eike e AEG. O contrato foi assinado, mas a pressão já começou e não vai diminuir.

Tudo isso acontece por falta de poder de articulação dos clubes. Permitiram a entrada de um intermediário na administração do estádio e agora os dirigentes lamentam, chutam paredes, ameaçam.

Precisam mesmo lutar por melhores condições. Porém na hora de agir, se calaram. Pagam pela desunião e pela incompetência.

Flamengo, Fluminense, Botafogo e até o Vasco. São Januário parou no tempo, é um estádio ultrapassado. Os grandes cariocas deveriam ter suas arenas modernas, independentes. Mas se acostumaram a ter a mão amiga governamental.

Agora a diretoria do Flamengo reclama, protesta. Mas basta o consórcio baixar as taxas de administração e tudo ficará bem. Infelizmente é só isso que poderá almejar o Clube que deve R$ 750 milhões.

Na hora de agir… De se impor como o dono de maior torcida no Brasil, se calou. Deixou seu bem mais precioso cair nas mãos de empresários. E agora chora arrependido…

Fonte: Blog do Cosme Rímoli


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