Brasileirão 2013 tem recorde de troca-troca na liderança.

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Desde que o Campeonato Brasileiro começou a ser disputado com 20 equipes, em 2006, não foi encontrada uma fórmula específica que garanta a conquista. Chegamos ao oitavo ano dessa forma de disputa e já vimos times campeões de várias maneiras: com arrancada na reta final, como o Flamengo de 2009; com regularidade na ponta do início ao fim, caso do Corinthians de 2011; e pela manutenção no G-4, oscilando na liderança com os rivais, como tem feito o Cruzeiro em 2013. Mas isso não quer dizer que o clube mineiro levará o caneco em dezembro. Um número interessante não nos deixa mentir: a alternância de líderes é recorde desde 2006. Por isso, é bom a Raposa ficar sempre atenta ao retrovisor.

O total de alternâncias é o maior da era dos pontos corridos com 20 equipes, se levadas em conta apenas as 19 rodadas iniciais: foram dez. E embora o revezamento na liderança seja marcante na atual edição, apenas quatro times participaram dele: Cruzeiro, Botafogo, Coritiba e São Paulo. O time do Morumbi só figurou na ponta de cima na 2ª e 3ª rodadas, e hoje briga para fugir da zona da degola. O Coxa, que liderou três vezes, também desceu na tabela, mas permanece na parte de cima, em oitavo. Já Cruzeiro e Botafogo são os que mais sentiram o gosto de ser líder. Os mineiros estiveram em primeiro – e lá permanecem – em oito jornadas, contra seis dos alvinegros cariocas, atualmente em segundo. Se Cruzeiro e Botafogo manterão o nível até o fim, só o tempo dirá.


As dez passagens de bastão de 2013 são superiores aos anos de 2006 e 2007, quando houve sete inversões, e o São Paulo se sagrou campeão, sempre marcando presença entre elas. Em 2010 e 2012, o Fluminense venceu depois de frequentar o G-4 a temporada inteira. Em 2010, já dominava o turno com nove rodadas na liderança e quatro alternâncias no total. No ano passado, travou duelo até o fim com o Atlético-MG, que liderou 13 das 19 rodadas iniciais, fato que reduziu o número de trocas de líder a três. O Corinthians, em 2011, foi mais longe. Além de também ter sido líder por 13 rodadas no turno, permitindo só três oscilações, levou o título.

Em 2009, porém, o Flamengo sequer se meteu entre as seis alterações de líderes do primeiro turno. O próprio São Paulo foi Tricampeão em 2008 após uma reação surpreendente no returno. Antes, nem dava mostras de que seria protagonista, pois viu de longe as quatro mudanças na ponta.

Portanto, dá para ver que não há assim tanta lógica no Brasileirão. A previsão mais sensata é de que o campeão só será conhecido nas últimas rodadas – quando não nos últimos minutos. Afinal, estar lá em cima desde o início é importante, mas não determinante no resultado final.

Fonte: GE


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