Jayme de Almeida viverá sua prova de fogo no Flamengo.

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A partida entre Botafogo e Flamengo, que acontece na noite desta quarta-feira no Estádio do Maracanã e é válida pelas quartas de final da Copa do Brasil, significa muito mais que um grande clássico para o técnico interino do time rubro-negro, Jayme de Almeida. O resultado do jogo pode influenciar – e muito – no seu futuro profissional dentro do clube da Gávea.

O ex-auxiliar e agora técnico assume pela segunda vez o Flamengo esse ano. A primeira oportunidade aconteceu em junho, quando o então treinador Jorginho foi demitido. Na ocasião, a equipe enfrentou e venceu o Criciúma por 3 a 0. A segunda chance aconteceu na última sexta-feira, após Mano Menezes pedir demissão na noite da véspera, depois que o elenco sofreu um revés do Atlético-PR em pleno Maracanã – perdeu por 4 a 2.

Jayme defendeu que durante a partida contra o Botafogo essa questão de técnico interino será esquecida, e que as cobranças e as responsabilidades serão iguais às de um treinador efetivo.

“Não acredito que interino tenha menos responsabilidades. Na partida não tem interino. Durante o jogo, vão xingar, criticar ou falar bem – não do interino, mas sim do Jayme de Almeida Filho. Interino pode ser durante a semana, mas no jogo, eu sou o treinador, é assim que funciona”, defendeu Almeida, que disse confiar na equipe e no seu trabalho em campo.

“Confio no meu time e confio muito no meu potencial. Quando eu parei de jogar bola, eu me formei em educação física, fiz curso de técnico, trabalhei como treinador em clubes menores e auxiliar em maiores, e os meus trabalhos sempre deram certo. Acho que meu currículo é legal. Qualquer coisa que aconteça, tenho responsabilidade e competência para trabalhar em qualquer equipe. Torço muito para que dê certo, porque tenho muito amor e respeito pelo Flamengo. Enquanto a diretoria precisar de um profissional sério, que vai correr atrás, que conhece o clube e vai lutar por ele, eu estou aqui”, declarou o ex-zagueiro e Flamengo, São Paulo e Guarani entre as décadas de 70 e 80.

Sobre seu futuro à frente do elenco da Gávea, Almeida disse que ainda é uma incógnita, já que a cúpula rubro-negra não se manifestou até o momento. Ele ainda afirmou que sabia das negociações da diretoria com Abel Braga.

“Eu trabalho jogo a jogo. Como não me comunicaram nada e não veio ninguém, fiz os treinos e já estava acertado que eu faria estes dois jogos (Náutico e Botafogo). Eles (diretoria do Flamengo e Abel Braga) estavam em negociação, todo mundo sabe. Eu entendo a posição da diretoria e do clube, mas entendo também que nesse momento a gente tem que dar o melhor. Portanto, vou dar o meu melhor, tranquilo até porque eu tenho uma história dentro do Flamengo. A minha função é do vestiário ao campo. A diretoria me deu liberdade para fazer o que eu achava melhor e confiou no meu trabalho”, disse o comandante.

Apostando em seu elenco e defendendo com unhas e dentes o Flamengo, Jayme de Almeida, acredita que é preciso dar moral para o grupo.

“Temos que usar a cabeça. O Flamengo é um time forte, independente do que falem ou pensem. Por isso vamos forte contra o Botafogo. Entraremos em campo para ganhar. Claro que respeitando o nosso adversário, que tem uma grande equipe e está bem montada. Mas o Flamengo vai lutar muito. Ninguém vai denegrir a imagem do clube e de seus jogadores. O momento é difícil, mas é preciso respeito. Esses atletas têm potencial. E eu não tenho nada do que falar ou reclamar deles, nem como auxiliar. São pessoas sérias que procuram fazer o melhor”, desabafou o ex-auxiliar que revelou ter sido abraçado pelos atletas após assumir a função.

“Os meninos entenderam a minha posição. Sabem que eles também têm responsabilidades. E estão procurando fazer aquilo que estamos propondo. Não sou um treinador que impõe. Sou aquele que senta e discute. Tenho uma ideia e passo para eles. No jogo contra o Náutico, em Recife, não deu nem para treinar, mas conversamos acertamos alguns detalhes. Foi mais no papo mesmo, hoje já deu para treinar”, falou.

Jayme de Almeida disse que vai manter o trabalho que foi feito até o momento, e que se permanecer no cargo, irá fazer algumas mudanças pontuais, mas nada radical.

“Independente de quanto tempo eu fique, não posso ser incoerente e irresponsável e fazer uma tática que não foi trabalhada. Temos que respeitar o trabalho que foi feito até agora. Algumas coisas vamos mudando aos poucos. Quando tivermos mais tempo, vamos arrumando. Nesse final de temporada o tempo para treinar é muito curto. Eu não gostaria de montar um time e colocar em campo sem nunca ter treinado. Não posso ser radical e achar que a minha ideia é a melhor sem nunca ter treinado, pois a possibilidade de derrota dentro de campo se torna grande”, concluiu o atual comandante do rubro-negro.

Fonte: Terra

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