Questionado sobre o fraco desempenho de Carlos Eduardo e a pouca utilização dos jovens da base, Mano se defendeu em dois tempos:
— Carlos Eduardo é ótimo jogador. Fui eu quem o lançou no Grêmio. Mas ninguém fica um ano e meio parado por contusão, e recupera logo à forma. Ele está melhorando aos poucos e é o único com capacidade de armar nosso meio-campo. Calma!
— O momento ideal para lançar os garotos é quando o time está pronto. Aí, eles têm condições de se firmar e desenvolver todo o potencial. Como ainda não é o nosso caso, eles tendem a ter altos e baixos. Todos que entraram e foram bem, coloquei como titular no jogo seguinte mas não conseguiram repetir a boa atuação. É preciso ter paciência, até para não queimá-los.
No “Par ou Ímpar”, quando o convidado escolhe entre dois jogadores que lhe são oferecidos, Mano preferiu Kaká a Ronaldinho Gaúcho:
— Os dois são grandes jogadores. Mas o Kaká cairia melhor no Flamengo. E, mesmo sem ritmo de jogo, rendeu mais comigo, na seleção.
Entre Ronaldo (seu companheiro de títulos importantes no Corinthians) e Romário (seu desafeto recente, por críticas duras na época em que dirigia a seleção), a opção foi pelo Fenômeno. Mas com uma menção honrosa ao Baixinho:
— Dentro de campo ele também era genial.
Sobre a relação com seu empresário Carlos Leite (que agencia também alguns atletas do Fla), uma resposta contundente:
— O que vale é que eu sei que sou honesto. Há casos de clubes em que empresários são praticamente donos de elencos inteiros e ninguém fala nada…
Fonte: Blog do Renato Maurício Prado