O dia em que vi o Flamengo jogar.

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Domingo, dia 22 de setembro, dia em que o Flamengo vem jogar na minha cidade, Recife. Esperei o ano todo para poder ver o meu Mengão jogar e também para poder conhecer a nova Arena Pernambuco. Mas um dia que tinha tudo para ser memorável pelo lado bom, acabou de forma contrária.

O Flamengo vinha sem Felipe e Léo Moura, mas tinha os retornos de Chicão e André Santos à equipe, ou seja, era uma vitória certa contra a péssima equipe do Náutico. Nunca fui a um estádio com tanta certeza da vitória como eu fui no domingo. Mas Flamengo é Flamengo…

O que pude ver pessoalmente foi um time apático, sem vontade e sem entrosamento. Em certos momentos, Paulinho, Luiz Antônio ou até mesmo Fernandinho (que entrou no 2º tempo não sei por que) recebiam a bola cercado por dois ou três adversários e não tinha uma alma caridosa para jogar junto (alma caridosa = Carlos Eduardo = André Santos).

Em outra coluna, escrevi que preferia o Moreno ao Hernane, mas no domingo vi que o Hernane é o único jogador que sabe o que é Flamengo. Mesmo não sendo um primor na parte técnica, Hernane nunca deixa de lutar pela bola. Nunca fui à favor de Moreno e Hernane na frente, mas depois do jogo eu pensei, por que não?

Mas no finzinho do jogo, parecia que a noite ia ser boa. Luiz Antônio bate o escanteio na área, Moreno cabeceia e Gideão espalma para a pequena área. A bola sobra para Elias, com o goleiro caído, marcar… Mas não foi dessa vez… Mais um jogo, mais uma “derrota” do Flamengo…

Voltando pra casa, eu percebi que realmente o time do Flamengo é ruim. Culpa do Pelaipe? Do Wallim? Do Mano Menezes? Não… E sim. Muitos são os culpados. Eu apoio sim essa diretoria, mas no “campo e bola” é preciso reconhecer que o trabalho não está legal. Não digo nem pela qualidade dos reforços (apesar de achar que o Pelaipe errou em muitas contratações, mesmo não tendo tantos recursos), mas basta vermos que vamos para nosso 4º técnico em apenas nove meses de gestão.

Espero que não sejamos rebaixados (e creio que não seremos), mas se formos, não será o fim do mundo, pois todos sabem que na série B é mais fácil a reestruturação. Mas o Flamengo é muito grande, tão grande que pode conseguir resolver seus problemas extracampo se mantendo na série A. E o que eu posso esperar do Flamengo é apenas uma coisa: Feliz 2014, pois 2013 é o ano dos 44-45 pontos.

Saudações Rubro Negras,

Fred Henauth

Me sigam no Twitter – @FredHenauth

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