Olho tático: Botafogo com melhor time, mas um Flamengo vibrante.

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Difícil avaliar se, no primeiro tempo do Maracanã, o Botafogo pecou no posicionamento defensivo, respeitou demais ou menosprezou o Flamengo.

Marcação distante, quarteto ofensivo sem pressionar nem voltar na recomposição e, principalmente, uma avenida pela direita, com Edilson solitário e o jovem Dankler, substituto do suspenso Bolívar, lento na cobertura. Ambos totalmente envolvidos por João Paulo, André Santos e Carlos Eduardo. Pelo setor saiu a jogada do gol de André Santos e a maioria das conclusões que Jefferson salvou – um milagre em chute de Carlos Eduardo.

Foram nove finalizações do Fla contra apenas três do Botafogo, mesmo com apenas 43% de posse de bola (Footstats). Ofensivamente, o time alvinegro sentiu falta da capacidade de organização de Seedorf e da verticalidade de Hyuri. Ambos apáticos, como todo o time, exceto o goleiro. O Flamengo também criou pela direita, com Léo Moura, Luiz Antonio e Paulinho, mas sem a mesma frequência e efetividade.

A equipe de Jayme Almeida, efetivado no comando técnico, honrou a história do clube: mostrou fibra e concentração no jogo decisivo que são raras em competições por pontos corridos. A ausência de Elias nem foi sentida nos primeiros 45 minutos.

O volante fez falta no segundo tempo, com o despertar do Botafogo. Faltou também sorte no gol de Edilson, apesar da jogada bem combinada. Não só pelo chute que desviou em Samir e tirou do alcance de Felipe, mas, principalmente, pela lesão de Carlos Eduardo, que não acompanhou o lateral adversário.

O time de Oswaldo de Oliveira retomou a movimentação na frente e a dinâmica habituais. Foi superior naturalmente e teve a virada nos pés de Rafael Marques. Jayme trocou, por necessidade, os lesionados André Santos e Carlos Eduardo por Cáceres e Rafinha. Por opção, tirou Paulinho e colocou Gabriel.

O Flamengo cansou e perdeu em qualidade técnica, mas não na fibra, nem na organização do 4-3-3. Desarmou 29 vezes contra 17. O Botafogo, com Octávio, Lucas Zen e Alex nas vagas de Hyuri, Dankler e Lodeiro, teve ainda mais posse de bola (chegou a 59%) e finalizou nove vezes contra 13 do time rubro-negro. É mais time, porém não se impôs no campo.

Confronto aberto. Com Elias de um lado, Bolívar do outro e sem gol “qualificado”, o time alvinegro é favorito apenas pela superioridade técnica. O Fla raçudo e vibrante que eliminou o Cruzeiro virtual campeão brasileiro merece muito respeito na Copa do Brasil.

Fonte: Blog Olho Tático

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