13 motivos pelos quais o Flamengo perdeu para o freguês.

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O número 13, sinônimo de positividade no Botafogo, vinha jogando contra ultimamente. O clube não vencia o Flamengo pelo Brasileiro há 13 anos e estava 13 pontos atrás do líder, Cruzeiro. Mas a sorte mudou no último domingo, e o cabalístico número adotado pelos ídolos Zagallo e Loco Abreu voltou a ser botafoguense.  Diante disso, o GLOBOESPORTE.COM separou 13 elementos cruciais para a definição do jogo, seja a favor de alvinegros ou rubro-negros. Confira:

1) O 13 pró-Fla: o Flamengo abriu o placar aos 13 minutos de jogo, com Hernane.

2) O 13 pró-Bota: em jogada que durou 13 segundos, desde o lateral cobrado por Renato até o toque final de Gegê, o Bota empatou.

3) O 13 de azar (ou sorte): Elias, que impediu vitória alvinegra no primeiro turno com gol nos acréscimos, perdeu chance incrível aos 13 minutos do segundo tempo, quando o jogo estava em 1 a 1 (confira no primeiro vídeo com as três citações do 13).

4) o homem-clássico: Rafael Marques chegou ao seu sexto gol em clássicos neste ano, o segundo contra o Flamengo (ainda são três sobre o Vasco e um diante do Flu). Foi premiado pela persistência, já que foi o maior finalizador da partida, com seis tentativas. Não bastasse ter colocado na rede a bola da vitória, ele ainda salvou uma que poderia culminar no empate rubro-negro.

5) artilheiro do Maracanã: Hernane, evidentemente, não foi tão decisivo quanto Rafael, porém foi muito participativo. Fez seu gol, o décimo no estádio, e ainda voltou para ajudar na marcação constantemente, tanto que deixou o gramado como maior ladrão de bolas do seu time (com três, ao lado de Wallace). Foi também quem mais errou passes (seis) pelo Fla.

6) leões alvinegros: Dória, com 16 desarmes, e Marcelo Mattos, com cinco roubadas de bola, atrapalharam muito as ações ofensivas do Flamengo. O primeiro, aliás, foi perfeito ao chegar na bola em lance que Hernane pediu pênalti, o mais polêmico da partida e ignorado corretamente pelo juiz Grazianni Maciel Rocha.

7) arbitragem de bom nível: Grazianni evitou marcar faltas em lances com o mínimo de contato físico. Resultado: 24 infrações assinaladas (12 para cada lado) e mais bola rolando, o que contribuiu para o jogo movimentado. A média de faltas por jogo do Brasileirão 2013 é de 34,8. 

8) perseguido, mas perfeito nos passes: Carlos Eduardo recebeu vaias antes mesmo de entrar em campo – quando o placar anunciou seu nome – e no momento em que saiu. Entretanto, acertou os 17 passes que tentou, dois destes realizados na jogada do gol rubro-negro. Cadu já havia terminado o jogo contra o Vasco sem erros nesse fundamento (veja vídeo ao lado com alguns passes do meia).

9) paciência alvinegra: em vez de tentar resolver tudo abruptamente, o Botafogo – exceção ao rápido gol de Gegê – foi paciente em campo. Trocou 385 passes – mais do que o dobro dos 170 feitos pelo Fla – e acertou 344, o que corresponde a um aproveitamento de 89%. O maior reflexo da serenidade alvinegra foi o segundo gol, marcado em jogada executada em 46 segundos, 31 toques na bola e 11 passes perfeitos.

10) Seedorf consolida recuperação: o holandês teve boa atuação pela segunda vez consecutiva, construindo toda a jogada do gol de Gegê, na qual, inclusive, deu assistência. Orientou o time, deu passes de efeito, como um de calcanhar no início do duelo, e quase viu uma linda inversão de bola feita por ele redundar em gol – Rafael Marques carimbou a trave direita.

11) vacilos imperdoáveis: embora tenha pressionado muito no segundo tempo, o Flamengo foi penalizado por duas falhas bobas nos gols alvinegros. No primeiro, uma desatenção geral abriu um buraco em forma de quadrado na zaga rubro-negra, e Gegê penetrou com facilidade. Wallace teve de tentar o desarme afobadamente e acabou levando corte desconcertante do jovem. No outro, além de o Botafogo ter trocado passes praticamente sem ser incomodado de perto durante 46 segundos, Wallace deixou para João Paulo a marcação de Rafael Marques, e o lateral não acompanhou o grandalhão.

12) coração valente: no primeiro jogo de volta ao banco após a arritmia cardíaca sofrida na derrota para o Grêmio, Oswaldo foi corajoso e escalou Gegê, de 19 anos, como titular. Ele, que já havia feito um dos gols na vitória sobre o Náutico, voltou a marcar e deu uma assistência.

13) sorte de Renan: depois de soltar chute defensável de Elias e quase engolir um frango em arremate de Paulinho, o substituto de Jefferson contou com o travessão em nova tentativa do 8 rubro-negro e, na sequência, fez defesa milagrosa em cabeçada de Bruninho.

Análises rápidas:

*João Paulo até teve bom aproveitamento nos passes (acertou 23 de 24), porém voltou a irritar torcedores rubro-negros ao atrapalhar contra-ataques e com a falha no segundo gol alvinegro. Pelo Bota, Julio Cesar foi discreto e permitiu que os flamenguistas fizessem cinco jogadas de linha de fundo em seu lado.

* Elias novamente foi o jogador mais incisivo do Flamengo, liderando o quesito finalizações em seu time, com cinco. Porém, perdeu duas chances incríveis, ambas proporcionadas por passes de Hernane.

*A bola parada não fez diferença no clássico. Foram 17 escanteios, 13 destes a favor do Flamengo, e quase nenhuma jogada de perigo. A melhor foi rubro-negra, em que Wallace só não empatou por intervenção providencial de Rafael Marques. De resto eram bolas atravessando toda a área e nada de cabeçadas eficazes, tanto em tiros de canto quanto nas faltas laterais.

Fonte: GE

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