Arthur Muhlenberg exalta soberania do Fla na cidade maravilhosa.

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Acompanho os jogos do Flamengo atentamente, sou razoavelmente alfabetizado e não acredito mais no Papai Noel. Então era muito lógico que não esperasse muita coisa do Fla-Flor de ontem no Maraca. Porque o Flamengo não tem um time B, estamos bem longe disso. O que temos é um catadão de quem não está dodói e olhe lá.

E o Florminense, bem, nem vou falar do Flor, porque em certos temas polêmicos, como rebaixamento no Brasileiro e cross dressing, por exemplo, prefiro assumir minha ignorância e ficar calado do que me travestir de gato mestre. Meu conhecimento na matéria é zero.

Ainda assim fiquei puto com a baixíssima qualidade do espetáculo. Que pelada horrorosa e maçante. Bem fez a torcida (sic) do Flor, que preferiu curtir o sol na Farme e o show do Justin Bieber ar-ra-san-do na Apoteose. Futebol não é mesmo a praia delas.

E pra ser sincero, eu mesmo não fui ao Maracanã ontem para ver futebol. Fui ao estádio para iniciar meu sobrinho Pedro, que não mora no Rio, na etiqueta e nos bons costumes dos que fecham com o certo. E o moleque não negou as raízes, mostrou que é pé de magma também. Valeu, Pedro Mengão!

E tenho que confessar que fui também para poder assistir, de pertinho, ao Fluminense sangrar em praça pública. Porque o ser humano é atraído morbidamente pela tragédia alheia. Como negar que ver os caras se fuderem é lindo demais?

Apesar da pungente beleza da cena, como bons cidadãos e respeitadores da ordem estabelecida, o que nós rubro-negros temos que destacar é o seu valor educativo. Pois a captura do recalcitrante foragido da Série B simboliza e anuncia um novo tempo para as instituições nacionais. E que a partir de agora, para o bem do desporto brasileiro, a cartolada safada aprenda de uma vez por todas que o que está escrito é pra ser cumprido.

Comemoremos a vitória pequena, mas importante, na histórica edição #310 do clássico. Que pode ter sido o último Fla-Flor do Campeonato Brasileiro com os dois times na Primeira Divisão. Vitória que nos tranquiliza na competição e nos permite dedicação total e absoluta para a Copa do Brasil, que é única coisa que interessa ao Flamengo em 2013.

Como o Fla x Flor foi o último clássico do ano não chega a ser exibicionismo destacar, sem soberba ou arrogância, que enquadramos categoricamente a arcoirizada municipal. O Flamengo, sempre equânime, distribuiu ao longo do ano bordoadas, sofrimento e dor a todos nossos pequenos rivais municipais.

Quem educa sabe o quanto é importante que o chefe da família não demonstre preferência ou favoritismo. O Papaizão carioca, severo como sempre, foi justo e não deixou ninguém sem apanhar. Geral foi esculachado. Pode comemorar, torcedor carioca, o status quo no Rio de Janeiro está mantido. O mundo gira, o Mengão deita e rola e todos choram.

Fonte: Urublog

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