Chicão garante que foco do Flamengo é na Copa do Brasil.

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O zagueiro do Flamengo falou das mudanças em sua carreira em 2013, a boa fase no Flamengo e a classificação do Rubro-Negro para a final da Copa do Brasil. O jogador conversou com Weber Lima.

Foi um ano bom pra você?

– Foi um começo de ano difícil, com uma lesão no joelho e depois perdi um pouco de espaço no Corinthians, mas tive a oportunidade de vir para o Flamengo e não pensei duas vezes, porque é uma equipe grande. E hoje está tendo a possibilidade de disputar mais um título.

Jogar no Maracanã é outra história. Você já tinha sentido coisa parecida? Que coisa espetacular a torcida do Flamengo hein Chicão?

– Linda, linda. Isso eu não tenha dúvida que incentiva mais a gente dentro de campo. E a beleza que fica o Estádio lotado, torcida sempre incentivando dá um charme a mais para o espetáculo.

Contra o Atlético-PR, o Paulo Baier terá uma marcação melhor?

– A gente tem agora um jogo difícil contra o Goiás novamente no Brasileiro e a primeira final é daqui à 15 dias ainda. É claro que a gente tem que pensar no Atlético-PR, mas temos que pensar no Campeonato Brasileiro também. Serão jogos difíceis até o primeiro jogo da final, e como eu falei, nós vamos respeitar as equipes como fizemos na Copa do Brasil, vamos respeitar o Atlético-PR mas vamos pra conquistar o título também.

Com a vaga mais próxima na Libertadores na Copa do Brasil, no Brasileiro está mais difícil?

– É, nós estamos um pouco longe e temos que ser realistas. Não adianta ficar iludindo o torcedor porque ele não é bobo. Nós estamos bem mais perto da Libertadores em dois jogos. E nós ainda temos seis jogos no Brasileiro, tendo que torcer pela derrota de outros times. Então é complicado. Lógico que queremos somar pontos no Brasileiro pra terminarmos bem, mas claro que o nosso foco é a Copa do Brasil, não tenha dúvida.

Como é o trabalho do Jayme?

– Ele é um cara muito bacana. Acho que por viver no Clube, estar a muito tempo no Clube e ter jogado no Clube faz com que ele entenda o que o Clube precisa. O Mano saiu e a culpa não foi dele, e sim dos jogadores, porque a fase não era boa. Aí o Jayme assumiu e os jogadores entenderam que tem que mostrar dentro de campo, porque nós perdemos um técnico de seleção brasileira, e a culpa iria cair em cima da gente. Então, nós tínhamos que assumir isso e mostrar outra atitude dentro de campo. O Jayme é um cara que dá muita liberdade pra todos, procurou passar confiança e a equipe foi crescendo dentro da competição.

E o Elias está jogando um bolão…

– Ah, o Elias é um cara muito bacana.Jogamos juntos no Corinthians por um bom tempo, conquistamos títulos juntos e ele passou por uma situação complicada fora de campo e nós jogadores procuramos ajudar ele. Ele é uma pessoa muito bacana, que respeita todo mundo e é respeitado. Vive uma grande fase, é um jogador que está bem encaixado no esquema do jogo e fora do campo é uma excelente pessoa.

Vocês deram uma força pra eles, ele teve o nome do filho gritado no Maracanã e vocês deram muita foça ao jogador…

– É, quando a pessoa é merecedora de conquistar, o trabalho é reconhecido. Ele passou uma situação difícil com o filho, e a torcida gritou o seu nome e depois o do seu filho. E dentro de campo ele correspondeu e foi premiado com um gol. Então, a gente fala que quem trabalha tem as coisas acontecendo naturalmente.

Em relação a idade dos atletas você havia falado que isso não tinha nada a ver. E o Paulo Baier vem mostrando isso no Atlético-PR…

– Verdade. Hoje se o atleta se cuidar e tiver um elenco qualificado, todos estarão jogando. No Flamengo é assim. A gente está ficando fora e dando oportunidade pra garotada. E isso é bacana para o futebol porque acaba tendo todos do elenco satisfeitos e felizes. E em relação a idade, você vê jogadores com 35 anos… O próprio Luiz Alberto do Atlético-PR tem 35 e vem jogando bem, o Zé Roberto também… Tem vários que posso citar. Mas ainda existe esse preconceito no futebol brasileiro em relação a idade. Mas a prova disso é o Campeonato Brasileiro onde o pessoal mais experiente está fazendo a diferença junto com a juventude de alguns meninos.

E o que está achando do Rio de Janeiro?

– Ainda estou em período de adaptação. Ultimamente estou só concentrando e treinando, além de jogo em cima de jogo. Então, estou conhecendo ainda, é uma cidade maravilhosa e não tenho do que reclamar. E no dia de folga tem a praia, o que é sempre bom.

Matéria redigida por Eduardo El Khouri.

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