Com experiência de sobra, Fla luta por semi no futebol americano.

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Em um esporte praticado há pouco tempo no Brasil e que é bastante físico como o futebol americano, o quarterback reserva Fabio Lau chama atenção no elenco do Flamengo. Enquanto o titular Ramon Martire tem 25 anos, e o outro reserva Ian Ferreira tem 17, Lau tem 42 anos, a idade somada dos seus dois companheiros. Mesmo do banco, o atleta é visto como peça importante para o time que disputa a semfinal do Torneio Touchdown contra o Vila Velha Tritões neste sábado, às 15h, no Estádio Luso-Brasileiro.

– Eu me sinto um garoto ainda, por incrível que pareça. Eu sou um dos mais rápidos do time. Isso é legal. Agradeço ao técnico Otávio por me ter aceito no time. Desde o início ele disse que o Ramon era o titular, mas que eu seria bem vindo de qualquer maneira. Eu disse que não tinha problema nenhum com isso, que eu vim para o Fla para acrescentar no que for possível. Agradeço ao Otávio, ao Ramon e ao resto do time por me aceitarem – disse Fabio Lau.

Camisa 10 do Flamengo e jogador da seleção brasileira da modalidade, Ramon Martire também destaca a importância do experiente jogador no elenco.

– Ele tem muita experiência. Às vezes ele chega no canto, fala alguma coisa sobre o jogo e é verdade. Não só dentro de campo, mas às vezes em atitude fora de campo. Ele tem uma percepção muito boa e me ajuda muito em vários momentos do jogo, dos treinos – afirmou Ramon.

Lau jogou um semestre de futebol americano colegial nos Estados Unidos e começou a praticar o esporte na areia em 2000, em um dia que estava passando pela Praia de Copacabana e pediu para participar do treino do Rio de Janeiro Sharks, time que defende até hoje na praia. Apesar de tanto tempo na modalidade, ele está disputando sua primeira temporada completa na grama neste ano. Calouro depois dos 40, o jogador fez sua estreia com a camisa rubro-negra apenas no fim do último jogo, contra o Vitória-ES Antares, pelas quartas de final.

– Foi muito engraçado. Eu e o Ian ficamos sempre na lateral aquecendo. Até brincamos dizendo que somos os melhores em ficar aquecendo. Chegando perto do fim do jogo, a gente ganhando de 23 a 0, o Ian falou que ia entrar no jogo, e eu disse “Entrar coisa nenhuma”. Perto de dois minutos para acabar, me chamaram e mandaram aquecer. Eu perguntei “Mais?”, mas me disseram que eu ia entrar. Eu entrei e deu um pouco de ansiedade, era a primeira vez. Mas foi tranquilo. Foi bem legal – disse Fabio Lau.

Há três anos, Lau deixou de ser quarterback do Rio de Janeiro Sharks, mas ele nem quer falar sobre aposentadoria.

– Só quando o corpo não deixar mais.

Fonte: GE

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