Flamengo vê fim das panelinhas e Carlos Eduardo mais inteirado.

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A família Jaymão. O interino que virou treinador do Flamengo se tornou também o elo para eliminar qualquer resquício de grupinhos no elenco,e contou com a ajuda de novas lideranças para motivar todos os jogadores. A decisão de poupar cinco titulares contra o Fluminense — Leo Moura, Chicão, André Santos, Elias e Paulinho — é mais uma forma de dar moral aos atletas que não vêm tendo oportunidades, mas compraram a ideia proposta pelo novo comandante.

Além de Leo Moura, capitão e voz ativa entre jogadores, comissão técnica e dirigentes, a chegada de Elias, Wallace, Chicão e André Santos compôs uma nova frente, tão experiente quanto Vagner Love, Deivid, Ibson e Renato Abreu, dispensados, mas que, segundo Jayme, integra melhor os atletas, dos jovens aos recém-chegados.

— Tem mais gente que participa. Facilitou com a minha entrada, mas foram eles entenderem que precisavam se doar mais. Hoje tem mais humildade e mais aceitação entre eles. Isso aconteceu muito rápido. Quando eles começaram a se comportar assim, a torcida acreditou no time — pensa Jayme.

Na prática, a nova filosofia faz com que o grupo saia em proteção a Val, por exemplo, ainda com implicância da torcida. E que não haja exposição para quem está em má fase, como Gabriel, ou é banco, como Marcelo Moreno.

— Mudar o que dá certo sem treino é complicado. Moreno é um rapaz por quem tenho carinho, ele é correto, está sempre preparado. E respeita o Hernane. Essa humildade que eu falo que o grupo conseguiu entender — explicou o técnico.

O próprio Carlos Eduardo, ainda devendo, vem sendo mantido como titular e está integrado a todo o grupo. A solidariedade de Paulinho ajudando André Santos na marcação é outro exemplo.

— Partiu dos jogadores. Só dei ideia. Precisava um pouco mais. É irreversível. Todo mundo está concentrado — disse o treinador, que vê sua vivênvia no clube como fundamental para o respeito dos atletas e o bom ambiente geral.

— Todo mundo aqui me conhece e gosta de mim. Isso facilita o dia a dia. Qualquer problema todo mundo ajuda. Estão torcendo pro Flamengo e pra mim. Fica muito mais leve. Ajuda muito. Estou muito feliz. Ajudando o clube. Jogador percebe que a gente tem história no clube. Eles escutam. Sou meio paizão — derreteu-se Jayme.

Fonte: Extra Globo

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