Jogadores de Flamengo x São Paulo também aderem à protestos.

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A manifestação do Bom Senso FC, por mudanças na estrutura do futebol brasileiro, principalmente em relação ao calendário de jogos, esteve presente em todos os gramados da Série A, nesta quarta-feira. Em Itu, palco do duelo entre São Paulo e Flamengo, ela foi bem forte. Logo após o apito inicial de Alício Pena Júnior, os jogadores ficaram parados, limitando-se a tocar de lado, até que Rogério Ceni mandou a bola para o campo de defesa do Fla, que, por sua vez, a devolveu aos são-paulinos – e assim foi, por quase um minuto completo, até que o capitão tricolor fez um sinal para todos os outros 21 jogadores que, a partir dali, “estava valendo”.

A manifestação foi combinada antes do jogo. Havia a preocupação dos atletas de que eles poderiam ser advertidos com cartão amarelo caso não dessem início à partida. Foi aí que tiveram a ideia de tocarem a bola de lado, mas parados. Elias, Chicão e Leo Moura, do Flamengo, foram até o vestiário do São Paulo, antes do jogo entre as duas equipes, em Itu, para combinar como seria a manifestação. Eles conversaram também já em campo, na frente da arbitragem. Deu certo.

– Se retardam o início do jogo, eles poderiam tomar cartão amarelo. Mas com a bola rolando, podem fazer o que quiser – explicou Leonardo Gaciba, comentarista de arbitragem da TV Globo.

Na terça-feira, o Bom Senso FC já havia comunicado em sua página no Facebook que iria “demonstrar o descontentamento e a preocupação com o desinteresse da CBF na questão que envolve um calendário mais equilibrado e justo para o futebol brasileiro”. Após o apito inicial dos jogos, foi publicada no Facebook uma foto do ato. Jogadores de todas as partidas da noite entraram em campo com uma faixa: “Amigos da CBF: e o Bom Senso?”

  A primeira manifestação aconteceu na 30ª rodada, quando os jogadores dos 20 times da Série A deram abraços coletivos antes dos jogos. O Bom Senso FC é um movimento organizado pelos jogadores com o objetivo de lutar por melhores condições de trabalho para a classe. A principal bandeira é a reformulação do calendário do futebol brasileiro, com a diminuição de jogos realizados por ano. O grupo negocia com a CBF, que já admitiu algumas mudanças para 2015, embora estas não tenham agradado aos jogadores.

Fonte: GE

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