Mascotes: Vale tudo para caracterizar um time.

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Os mascotes do futebol são, no mínimo, curiosos. Exemplos? Na última quarta (27), a expressão “com a macaca” ganhou outra conotação. A Ponte Preta transformou a ideia do nervosismo, irritabilidade e mau humor, em uma simpática macaquinha cheia de esperança por um título.

Assim, a Macaca entrou na batalha contra o Bambi (mesmo sabendo que esse último está mais para pejorativo, do que mascote – afinal, São Paulo é santo) e saiu na vantagem, correndo sérios riscos de ser a campeã da Copa Sul-Americana. A Ponte levou a melhor e os torcedores do São Paulo ficaram com uma macaca entalada na auréola.

Atravessando outra ponte, a aérea, o Flamengo é campeão da Copa do Brasil, garantindo a presença na Copa Bridgestone Libertadores do ano que vem e fazendo o “urubu” rubro-negro correr atrás das “carniças” suculentas latino-americanas. Um belo feito para uma ave tão menosprezada na nossa fauna.

O Palmeiras já traça sua manobra de volta. O Porco voltará mais verde do que nunca para a 1a divisão. Muito mais cheiroso, disposto e com as patas no chão. Estava na hora de sair da lama e correr na grama (com o perdão da rima).

Já a águia corintiana não caçou como deveria e deve terminar o ano com fome e, talvez, em greve. Pelo andar desse carro alegórico, a ave com bom senso pode tentar transformar o futebol correndo ao lado do esperto Saci – aquele vestido de vermelho, que anda lá pelos lados do Rio Grande do Sul. Se haverá paralização e soluções, só o tempo dirá. Mas eles podem fazer um ato histórico no futebol.

Os mascotes são representantes dos times, das torcidas, dos distintivos, mas são também a maior curiosidade do futebol. Por mais que esses personagens tenham significados divertidos, é realmente complicado entender a necessidade de ter uma pessoa travestida de bicho (ou qualquer outra coisa) andando para lá e para cá no campo, e acenando para a torcida.

Se você pensar que vivemos em um país que chega aos 40 graus na sombra, um homem (ou pode ser uma mulher, nunca saberemos) vestido de macaca, baleia, urubu ou Deus sabe o que, é quase preocupante.

Dá para comparar com aquele momento em que você está se divertindo na praia, quando passa um homem-aranha vendendo algodão doce. O homem usa máscara, enquanto você está lá bebendo sua caipirinha e se perguntando como ele aguenta o Sol na cabeça; e ele, que está com a pressão em baixa, suando horrores, garante que sua fantasia lhe dá mais dinheiro.

No estádio, é um pouco diferente. A semelhança é que o cara vestido de macaca (que, provavelmente, é mesmo um homem), está suportando uns 50 graus debaixo daquela roupa, mas você mal olha para ele. Até porque, ali, vocês são torcedores nervosos e ansiosos para que a decisão não dê zebra.

Fonte: Blog com Saia e Tudo

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