Mauro Beting comenta o tricampeonato do Flamengo.

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No Mangueirão, no Pará, na primeira partida do tri, o gramado foi tão ruim quanto a atuação rubro-negra. Mas Rafinha fez bonito o único gol do jogo que marcou a estreia do campeão. Então dirigido pelo mesmo Jorginho que, na noite do título, fez bonito com a Ponte Preta eliminando o São Paulo e chegando à decisão da Copa Sul-Americana, em Mogi Mirim.

Na volta (em Volta Redonda) que não foi cancelada, Hernane que não fazia gol havia cinco jogos fez os três contra o Remo. E ouviu do bom humor rubro-negro (mesmo com pouco mais de 3 mil presentes) que ele era “seleção”.

Pois é…

Na fase seguinte, jogo duro na Paraíba contra o Campinense, duas bombas de falta de Renato Abreu viraram o placar. Mas não a vida do meia que logo deixaria o clube.

No segundo jogo, em Juiz de Fora, Elias fez um belo gol em placar repetido. Como a escalação que Jorginho mantinha em uma equipe que não encontrava padrão de jogo. Mas ia levando.

Na terceira fase, em Arapiraca, a música de Chico não entrou em campo. Nem o bom futebol da equipe já com Mano Menezes. Mas Nixon fez o que outros titulares não conseguiam contra um ASA sem seis titulares. O 2 a 0 agora não cancelava mais o jogo de volta. E nem por isso o rubro-negro acreditava muito no time na Copa do Brasil.

Depois de 88 dias fora do Rio, em Volta Redonda, o Flamengo não jogou bem. Mas venceu o Asa por 2 a 1. Era pouco, mas o suficiente. Marcelo Moreno e Elias fizeram os gols. E não muito mais que isso.

Na outra fase, o Cruzeiro líder do BR-13 era o favorito no Mineirão cheio. Everton Ribeiro fez o mais belo gol no Brasil na temporada. Estava 2 a 0 até 23 minutos e poderia ser mais para a Raposa. Até que o ex-rival figadal Dedé bobeou, e o sempre contestado Carlos Eduardo diminuiu. Gol que dava chance ao rubro-negro na volta.

Gol que só não foi mais celebrado que o de Elias, aos 43 minutos do segundo tempo, no Maracanã.

Elias, no final de um jogo muito disputado no Maracanã – parte 1. E a história se repetiria como festa em 27 de novembro de 2013.

Jayme de Almeida foi efetivado no dia do primeiro jogo das quartas-de-final contra o Botafogo.

Mais ou menos como Andrade no BR-09. Como Carlinhos no BR-87.

Como só o Flamengo parece saber fazer.

Não foi um bom jogo. Para variar terminou empatado o clássico com o Botafogo. Um a um.

Para a segunda partida, como no BR-92 antes do primeiro jogo da final, o Botafogo tinha mais time. Estava mais inteiro.

Mas…

Deixaram o Flamengo chegar – Parte 293902048028-39585.

Foi um. Dois. Três. Quatro.

Poderia, quem sabe, repetir o 6 a 0 de troco do RJ-81.

Mas foi “apenas” quatro.

Eliminado outro favorito.

Classificado o “azarão” Flamengo.

Do Brocador de um toque e um gol. Ou melhor: três contra o Botafogo.

Do Flamengo que foi a Goiás também sem ser favorito. O time da casa vinha melhor. Mas não podia esperar um golaço de Paulinho. E a grande vitória rubro-negra por 2 a 1.

No Maracanã com astral, público e Flamengo de velho Maracanã, nova virada rubro-negra. Dois a um. Quando Elias fez gol pelo filho recuperado Davi. A estrela do filho. Recuperado como o Flamengo de seu Jayme. De todos os corações.

Na primeira final, na Vila Capanema, de novo o rival estava melhor. Parecia mais time. Ainda mais quando Marcelo fuzilou Felipe numa bomba. Respondida por Amaral com outra.

Um a um que levou a decisão para o Maracanã com o empate sem gols garantindo o tri.

Com a torcida do Flamengo garantindo a festa e o barulho.

Com Paulinho garantindo a Elias o primeiro gol no final – parte 2.

Com Brocador, com a tarja de capitão doada por Leo Moura, fazendo o acrobático 2 a 0 no Atlético Paranaense que não foi aquele.

Mas o Flamengo foi o de sempre.

O gol do título tinha de ser dele – Hernane.

O gol do tri – de Brocador.

O gol de mais uma vez Flamengo.

Sempre Flamengo.

Eu não acreditava.

Mas quem é Flamengo acho até que também não.

Mas o Flamengo é quase sempre sim.

É assim.

Campeão.

Fonte: Blog do Mauro Beting

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