Olho Tático: Flamengo forte no mata-mata – A cara do clube.

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O time de Jayme de Almeida precisou de dez minutos para compreender a proposta do Goiás no Maracanã sem Walter, Hugo, William Matheus e uma referência na frente – Enderson Moreira armou um 4-3-1-2 forte na marcação com Thiago Mendes formando o tripé de volantes com Amaral e David. Ofensivamente, investiu nas descidas de Vítor pela direita e as diagonais de Roni e Sasha, que abriu o placar completando cobrança de falta de David.

Com as mesmas linhas de quatro e Carlos Eduardo se aproximando de Hernane na frente, o Fla trabalhou a bola com calma e fez mais do mesmo das últimas vitórias: acelerou o jogo pela esquerda com Paulinho, André Santos e Elias, que serviu o Brocador Hernane após bela troca de passes e depois acertou um petardo que emocionou pela homenagem ao filho Davi.

Vantagem rubro-negra no placar e também em posse de bola (51%), desarmes (13 a 8)  e dribles (6 a 3). Empate nas finalizações na direção da meta: duas para cada lado (Footstats). As do Fla foram parar nas redes de Renan.



Enderson repaginou o time esmeraldino após o intervalo no 4-3-3 com as entradas de Junior Viçosa, Welinton Júnior e Ramon nas vagas de Sasha, Roni e Mario Sérgio – Thiago Mendes foi para a lateral esquerda. Jogando por dois gols, avançou as linhas e teve três boas chances para empatar. Na última, Léo Moura salvou. Recuperou posse de bola (terminou com 53%) e foi superior nas finalizações: 14 a 10. Mas apenas duas na direção da meta contra três do rival.

O Flamengo respondeu com contragolpes rápidos, teve gol mal anulado de Hernane e incrível chance perdida por Paulinho, que sentiu nova fisgada na coxa e saiu no final para González reforçar a bateria antiaérea contra o “abafa” final.

Antes, Jayme trocou Carlos Eduardo, que novamente destoou, por Diego Silva e avançou Elias, o personagem da vitória e da classificação à quinta final da Copa do Brasil. Passagem que começou nas oitavas com o gol do camisa oito sobre o favorito Cruzeiro. O primeiro grande triunfo no Maracanã, sede da grande final sem favoritos contra o Atlético-PR.

Time do redimido Elias e de herois improváveis: Jayme, Hernane e Paulinho. Elenco de nível técnico não mais que razoável, mas que se mostra forte em campo, no “mata-mata” e pode, sim, terminar 2013 com um título surpreendente. Mais Flamengo impossível.

Fonte: Olho Tático

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