Paulinho não fez gol, mas desequilibrou no momento decisivo.

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O tempo insistia em não passar e o suspense deixava o ar pesado no Maracanã. Depois de controlar todo o primeiro tempo e boa parte do segundo sem ser ameaçado, o Flamengo via o Atlético Paranaense começar a rondar a sua área. Não houve, é verdade, nenhum chute perigoso, nenhum grande susto. Mas um gol, um erro, jogaria por terra uma campanha fantástica e o sonho do tricampeonato.

Jogaria. O Atlético resistiu enquanto priorizou a defesa. Passou o tempo inteiro esperando a chance de um contra-ataque e isso não aconteceu. Quando se viu na obrigação de atacar, já que o 0 a 0 daria o título ao adversário, acabou deixando a defesa mais exposta. E foi aí que Paulinho começou a desequilibrar. Nos últimos dez minutos, virou a bola do desafogo e o Flamengo criou mais oportunidades neste período do que em todo o restante do jogo.

Aos 34, ele recebeu um lançamento de Léo Moura, deu um lençol em Cleberson, mas, na hora do chute, foi travado pelo zagueiro adversário. Cinco minutos depois, recebeu dentro da área, não encontrou espaço para o chute e fez o passe para Hernane chutar de voleio. Weverton salvou com uma grande defesa.

Aos 41, nova escapada pela esquerda e o passe perfeito para o chute de Hernane. Mais uma vez Weverton defendeu. Quando parecia que o empate seria inevitável, Paulinho driblou Deivid e, da linha de fundo, rolou para Elias tocar no cantinho direito de Weverton.

Foi a senha para o início da festa, mas não dava para dizer que o título estava garantido. Leandro Vuaden deu cinco minutos de acréscimos e bastava um gol para que o Atlético levasse a decisão para os pênaltis.

Então, bola para o Paulinho. Aos 45, ele teve a chance de marcar o segundo gol ao driblar Manoel e chutar colocado. A bola passou à esquerda de Weverton, com grande perigo. O alívio definitivo só veio aos 49. Luiz Antonio, outro gigante na partida, passou de passagem por Pedro Botelho e rolou para Hernane, que dominou de costas para o gol e chutou de virada. Bola entrando mansamente no cantinho esquerdo de Weverton e torcida explodindo no Maracanã.

Não havia mais dúvida. Vuaden apitou o fim de jogo e a festa começou também dentro de campo. Vitória merecida do time que buscou o gol o tempo todo. Conquista mais do que justa de uma equipe que deixou pelo caminho o campeão brasileiro, o provável vice-campeão e dois outros times (Goiás e Botafogo) que estão entre as melhores campanhas do Brasileirão. Na Copa do Brasil, o Flamengo foi melhor do que todos eles.

Fonte: Blog do Álvaro Oliveira Filho

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