Ronaldo Angelim e Fábio Luciano têm reencontro comovente.

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Bastaram pouco mais de dois anos juntos na zaga do Flamengo para que Fábio Luciano e Ronaldo Angelim criassem um forte lado de amizade e que se tornasse cada reencontro um momento comovente. Em meio à gravação de um programa sobre o hexacampeonato brasileiro, conquistado em 2009, a TV FLA fez uma surpresa ao autor daquele gol título com a presença do ex-companheiro. A cumplicidade, o carinho e as boas histórias conduziram o papo de bastidor.

Angelim carrega até hoje o lamento pelo fato de Fábio Luciano ter encerrado sua carreira precocemente, aos 33 anos, para cuidar da família. Principalmente porque, meses depois, o Rubro-Negro se recuperava de um início ruim no Brasileirão e sagrava-se campeão.

– Ele não poderia ter parado, porque, mais do que ninguém, ele merecia ter sido campeão brasileiro – remói Angelim, sobre o ex-parceiro que foi bicampeão carioca.

Fábio Luciano garante que não não há arrependimento quanto a isso. Somente pelo fato de não ter dado continuidade ao trabalho com o amigo, que ficou “órfão” sem sua presença.

– O melhor companheiro de zaga que eu tive foi ele. O único arrependimento que tive foi ter deixado ele meio orfão, e até hoje ele carrega isso e joga na minha cara (risos). Viajei seis horas de carro para estar aqui, já que não gosto muito de avião, mas viajaria 24 horas pra estar um minuto ao lado dele – declarou Fábio Luciano, tirando lágrimas de Angelim, que se apoiava no respeito que o ex-zagueiro recebia do restante do grupo:

– Foi um pai para mim. Até uma entrevista em que eu falava besteira, ele me ligava e explicava. Às vezes eu falava para ele que tinha alguém fazendo errado para ele dar a bronca, porque ouviam mais a ele – conta Angelim.

Para o recém-aposentado Papada, apelido do cearense, a melhor partida do então camisa 3 foi um 5 a 2 sobre o Palmeiras, quando usou suas chuteiras.

– Cruzou bola, fez gol. O patrocinador dele é que não gostou – diverte-se.

De alta estatura, Fábio Luciano, por sua vez, lembra que nunca foi rápido o suficiente para conter os velozes atacantes adversários e tinha que contar com Angelim para inverter.

– Eu nunca fui rápido, então quando pegava um cara rápido e ficava difícil, diz que não dava para mim e trocava a marcação. Ele me salvava nessas. Fábio Luciano jogou no Flamengo de 2007 a 2009. Conquistou a torcida principalmente pela liderança e tornou-se o xerifão da zaga rubro-negra. No clube, conquistou o bicampeonato carioca, em 2008 e 2009.

Ronaldo Angelim ficou mais tempo na Gávea e ganhou mais títulos, inclusive a Copa do Brasil, em 2006. Também comemorou quatro Cariocas, em 2007, 2008, 2009 e 2011, e o Brasileirão de 2009, quando fez de cabeça o inesquecível gol do título, no antigo Maracanã.

Fonte: GE

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