Sem pretensão nenhuma, Flamengo perde para o São Paulo.

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No duelo de quem não tem muito mais o que fazer no Brasileirão, venceu aquele que quis, ao menos, vencer. Nas fases decisivas das copas Sul-Americana e do Brasil, São Paulo e Flamengo deixaram para poupar seus jogadores no fim de semana e entraram em campo com o que tinham de melhor. E os melhores dos paulistas mostraram também mais disposição no estádio Novelli Júnior, em Itu. O resultado? Vitória por 2 a 0 sem sustos em partida válida pela 34ª rodada.

O resultado afasta definitivamente qualquer risco de rebaixamento do Tricolor, que chegou aos 49 pontos e ocupa a sétima posição na tabela – a melhor de um clube paulista. Pela frente, os comandados de Muricy Ramalho têm o Fluminense, domingo, às 17h (de Brasília), no Maracanã. A grande preocupação, porém, é com a semifinal da Copa Sul-Americana, contra a Ponte Preta.

A situação do Flamengo é praticamente a mesma. Se os 45 pontos e a 12ª colocação ainda deixam os cariocas com uma pequena chance de cair para Série B, o pensamento já está na decisão da Copa do Brasil, diante do Atlético-PR. Tanto que no domingo, às 19h30m, a tendência é que apenas reservas entrem em campo diante do Grêmio, na Arena, em Porto Alegre.

‘Bom senso’ e ‘chuveirinho’

A disputa no Novelli Júnior começou antes de a bola rolar, mas não foi entre rubro-negros e tricolores. As duas equipes se juntaram pelo direito de protestarem por um calendário que consideram mais justo para o futebol brasileiro e argumentaram bastante com o mineiro Alício Pena Júnior no centro do gramado. A ideia era que os 22 atletas permanecessem um minuto com os braços cruzados, mas a ameaça de cartões amarelos coletivos fez com que fosse encontrada outra solução: após o apito do árbitro, as equipes permaneceram estáticas trocando passes de um lado para o outro.

Quando a partida começou para valer, não durou muito. Antes do terceiro minuto, o sistema de irrigação do estádio foi ligado automaticamente, molhou o banco de reservas do Flamengo e paralisou as ações por cerca de cinco minutos. Já com tudo normalizado, o São Paulo demonstrou mais vontade e tentou pressionar o Fla no campo de ataque.

Ademílson e Luis Fabiano corriam muito de um lado para outro, dificultavam a saída de bola rubro-negra, mas o meio-campo muito povoado em um gramado com dimensões reduzidas favorecia o sistema defensivo dos cariocas. Se tabelas curtas eram complicadas, a solução era apelar para lançamentos. E foi assim que Douglas desperdiçou boa oportunidade ao dominar mal na frente de Paulo Victor.

Apesar de mandar para campo a escalação que deve começar a final da Copa do Brasil, contra o Atlético-PR, daqui a uma semana, o Flamengo não demonstrava força ofensiva. Mesmo com o São Paulo no ataque, o time não conseguiu encaixar contragolpes, e Paulinho, destaque na competição em mata-mata, esteve sumido. Já nos minutos finais, Hernane serviu Léo Moura em uma boa triangulação, mas o lateral chutou para fora. Foi a melhor chance rubro-negra em um primeiro tempo morno e com apenas quatro finalizações (duas para cada lado) em Itu.

Ceni volta a marcar de pênalti

Na volta do intervalo, o São Paulo seguiu com mais vontade e aproveitou um Flamengo sonolento para abrir o placar. Logo no minuto inicial, André Santos salvou na pequena área e evitou chance clara de Ganso. Dois minutos depois, porém, não teve jeito. Elias derrubou Luis Fabiano na área: pênalti, que Rogério Ceni cobrou para colocar um ponto final em qualquer trauma. Após desperdiçar quatro oportunidades consecutivas, o goleiro bateu muito no cantinho e venceu Paulo Victor para abrir o placar.

A esta altura, Ceni era o jogador com mais finalizações em campo: três em quatro do São Paulo. A quinta, por sua vez, foi de um atacante. E foi certeira. André Santos tentou passe de calcanhar no meio-campo, errou, e deixou a bola para Ganso. O meia demonstrou visão de jogo e deixou Ademilson em boa condição para deslocar Paulo Victor e colocar o 2 a 0 no placar.

Até então passivo, o Flamengo até tentou despertar e passou a correr mais. Nada, no entanto, que levasse perigo ao São Paulo. Com chutes sem direção e muitos passes errados, os cariocas não assustaram Rogério Ceni. O clima de “bom senso” dos minutos iniciais voltou a reinar, o jogo esfriou e teve início uma regressiva até o apito final. Ainda faltam quatro jogos, mas paulistas e, principalmente, cariocas já deixaram claro: o foco não está mais no Brasileirão.

Fonte: GE

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