João Máximo: “Má campanha do Flamengo foi camuflada.”

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Entre melancólico e dramático é este fim de Campeonato Brasileiro para os quatro times cariocas. Melancólico para o Botafogo, que pagou pela irregularidade o fim de seu sonho com a Libertadores. Melancólico também para o Flamengo, cuja má campanha acabou camuflada pela merecida conquista da Copa do Brasil. Dramática, finalmente, para Vasco e Fluminense, diante da possibilidade de descerem de mãos dadas ao fundo do poço em que estariam, em ano de Copa do Mundo, disputando o título da segunda divisão.

Bem, isso são coisas que todo mundo já sabe, torcedores cariocas fazendo seus cálculos para ver se ainda há, como se diz, uma luz no fim do túnel. Penso primeiro no Vasco. Que grande clube, que imensa torcida, que sala cheia de troféus é a da sede de São Januário! Sou de uma geração que cresceu seduzida pelo futebol do Vasco. Quem torcia pelo time, tinha orgulho.

Quem não torcia, morria de inveja. Uma inveja que queria dizer, mais ou menos, o seguinte: “Que bom se Ademir, Danilo, Maneca, Barbosa, jogassem pelo meu time…” Mesmo depois, o Vasco jamais deixou de ser o Vasco, um clube que nasceu para ser grande e jogar um futebol grande. Nos últimos anos, decepção. É fato que o Vasco chegou a disputar uma Libertadores ano passado, mas esse breve sopro de esperança deu-se entre uma passagem pela segunda divisão e a ameaça de cair noutra. Mesmo que haja um milagre – pela graça ou não de Nossa Senhora das Vitórias – e o Vasco venha se safar, seu papel em 2013 é de um clube que renuncia pouco a pouco ao seu destino de grandeza.

E o Fluminense? Dos times que chegaram à penúltima rodada ameaçados de rebaixamento, o tricolor das Laranjeiras foi o único que não venceu. Resultado: está, como o Vasco, à beira do abismo. Não conheço torcedor que ainda acredite que o Fluminense vença o Bahia em Salvador. Além que, a vitória lá, além de improvável, talvez não sirva. O Fluminense ainda teria de torcer para que Vasco e Coritiba não vençam, respectivamente, Atlético Paranaense e São Paulo. É conta demais para o campeão de 2012.

Clube por clube, a situação do Fluminense não é igual à do Vasco. Parece melhor, mas dá o que pensar. O Fluminense tem patrocinador forte (embora enfraquecido pela pretensão de entender de futebol) e um presidente prestigiado (embora só reeleito porque o adversário era muito pior que ele). O clube tem até um gestor, muito bem pago para pensar o futebol em termos profissionais e inteligentes, para planejar e evitar catástrofes. O time teve a dirigi-lo três dos chamados “técnicos de ponta”. Mas nada disso funcionou. Como esse alto comando tricolor explica que, à exceção do fraquíssimo Náutico e da também rebaixada Ponte Preta (que abandonou o Brasileiro para tentar a Sul-Americana), seja do Fluminense o pior futebol visto em campos brasileiros este ano?

Fonte: Blog do João Máximo

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