Segue o imbróglio entre Luiz Antonio e Flamengo. Nesta quarta-feira, a ação imposta pelo volante pedindo o fim imediato do contrato que vai até 2016 foi julgada na 16ª vara do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro e ficou decidida a continuidade do processo, com novo encontro marcado para o dia 2 de setembro. Mas, a princípio, o jogador perdeu o primeiro round do embate. Isso porque a 16ª vara do Tribunal Regional do Trabalho (TRT-RJ) recusou o pedido de antecipação de tutela, que deixaria Luiz Antonio livre para defender outro clube até a nota data.
O pedido é o mesmo já negado em outra ocasião, assim como um mandado de segurança. Desta vez, porém, a juíza Elisa Torres Sanvicente, responsável pelo processo, pediu um tempo para apreciar a questão antes de deferi-la ou não. No julgamento desta quarta, foi levantada a possibilidade de um acordo, rechaçada pelo Flamengo, que garante estar em dia com o funcionário.
Novas provas foram adicionadas aos autos por ambas as partes para que sejam analisadas. Luiz Antonio não se reapresentou no último dia 8, quando o elenco voltou de férias, e tem treinado sozinho. A postura será mantida.
– Vou continuar com o processo e vamos ver no que vai dar. Tenho identificação com o Flamengo, sou Flamengo, minha família toda é, mas estou buscando os meus direitos como trabalhador. Não há clima para treinar, posso me prejudicar e prejudicar o Flamengo, já que não poderei render o meu melhor. Sigo sem treinar.
Luiz Antonio alega na Justiça que o Flamengo não lhe deu férias nos anos de 2009 e 2010, apesar de ter supostamente as marcado na carteira de trabalho. O volante cobra ainda luvas de R$ 50 mil não pagas, diferenças no FGTS e bonificações previstas em contrato por rendimento de R$ 2 mil mensais, caso fosse relacionado para 60% dos jogos, e R$ 4 mil, para 80%.
Não há previsão para a definição do pedido de antecipação de tutela, mas Luiz Antonio e seus empresários pedem urgência para que o mesmo aconteça antes do fechamento da janela europeia para transferências, no dia 31 de janeiro.