Técnicos de Corinthians e Flamengo protagonizam duelo à parte.

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O jogo tenso em que o Corinthians eliminou o Flamengo ao vencer de virada por 2 a 1, pelas oitavas de final da Copa São Paulo de Futebol Júnior, na noite desta sexta-feira, em Limeira, se refletia na área técnica de cada equipe. Desde o começo da partida, Osmar Loss, pelo Timão, e Cléber dos Santos, pelos cariocas, protagonizaram um duelo à parte fora do gramado.

Mesmo com seu time melhor no primeiro tempo, o técnico rubro-negro demonstrava impaciência com seus comandados. Gesticulando muito, o treinador buscava corrigir os espaços deixados pela defesa flamenguista.

O gol que abriu o placar, marcado por Jajá, logo aos nove minutos, amenizou as reclamações de Cléber. O técnico só voltou a se exaltar com o assistente número 1 da arbitragem, Fábio Luis Freire, que assinalou um impedimento duvidoso após troca de passes entre Thiago Santos e Renan Donizete, aos 43 minutos de jogo.

Costumeiramente mais tranquilo à beira do gramado, Osmar Loss mudou suas características no confronto. A insatisfação com o rendimento dos seus jogadores ficou evidente quando, ainda aos 38 minutos do primeiro tempo, mandou os reservas para o aquecimento.

Na volta dos vestiários, o técnico do Timão realizou sua primeira substituição, colocando o atacante colombiano Brayan, na vaga de Leonardo. Loss ainda teve tempo de discutir com o lateral-esquerdo flamenguista Jorge, que demorou para cobrar um lateral e depois reclamou com o auxiliar 1 da arbitragem Fábio Luis Freire sobre o comportamento do treinador.

O golaço feito pelo meia Zé Paulo, deixando o placar em 1 a 1, aos 19 minutos, trouxe mais calma ao banco corintiano, que já havia se envolvido em discussões com dois gandulas. Coincidência ou não, o responsável pelo empate foi comemorar com Loss após acertar um chute indefensável de fora da área. Após a virada, novamente com gol com de Zé Paulo, o técnico se sentou no banco pela primeira vez na partida, aos 29 minutos do segundo tempo.

Com os dois gols corintianos, o banco rubro-negro voltou a ficar agitado. Realizando todas as três substituições a que tinha direito antes dos 30 minutos do segundo tempo, Cléber passou a etapa toda olhando seu relógio e chamando atenção do seu ataque com gritos e assobios. A insistência do comandante não surtiu efeito em campo.

Após duelarem durante os 90 minutos, ao final do jogo cada um caminhou em direção ao outro e, antes mesmo de cumprimentarem seus atletas, se abraçaram, demonstrando que o fair play, além do nervosismo, também faz parte das suas características.

Fonte: GE

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