Para Fluminense, tapetão melhora sua imagem no mercado.

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Ao contrário do que previam os especialistas, a diretoria do Fluminense entende que sua imagem no mercado publicitário melhorou após o STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) evitar o seu rebaixamento. Propostas de novos patrocínios e uma renovação quase acertada com a Adidas são usados como argumentação por dirigente tricolor para embasar essa tese.

No final de 2013, a Justiça Desportiva tirou pontos do Flamengo e da Portuguesa no Brasileiro por uso de jogadores irregulares. A Lusa foi rebaixada e a equipe das Laranjeiras evitou a queda. Foi a terceira vez que, por decisões extracampo, livrou-se da Segundona.

Desde então, Fluminense tem sido alvo de críticas de torcedores, cartolas e jornalistas por se associar à virada de mesa. Isso afetou sua imagem no mercado e a capacidade de captar patrocínios, segundo especialistas de marketing esportivo.

“Não houve isso. Qual a empresa que não vai querer se associar a um clube/empresa que quer cumprir o regulamento?”, questionou o vice-presidente de marketing do Fluminense, Idel Halfen, ao blog. Sua alegação é de que a perda de pontos foi resultado da aplicação das leis esportivas, que, de fato, preveem essa medida em casos de jogador irregular.

“Muito pelo contrário. Estamos em negociação para antecipar a renovação de nosso contrato de uniforme por valores significativos”, completou Halfen. O dirigente refere-se ao acordo com a Adidas, atual fornecedora do clube. O compromisso entre as partes, que iria até março de 2015, deve ser renovado até 2018 com aumento dos valores, não revelada.

O Fluminense pediu uma revisão do compromisso com a multinacional quando esta acertou com o Flamengo por R$ 35 milhões por ano, quase quatro vezes o montante recebido pelos tricolores. O clube das Laranjeiras chegou a negociar com a Nike em 2013, mas está bem próximo de fechar com a Adidas a extensão do contrato.

Desde o final do ano, Halfen contou que outras empresas procuraram o Fluminense para propor patrocínios na camisa. Só não houve avanço nas negociações porque todo o espaço é comprado pela Unimed, maior parceira do clube.

Fora isso, o clube ainda pretende usar a união dos tricolores durante o imbróglio do ano passado para aumentar o número de sócios-torcedores. “Não teve aumento (dos sócios) neste período porque estava sem competição e não fizemos campanha. Agora, com o bom momento no Carioca, e quando for começar o Brasileiro, devemos fazer”, observou Halfen.

Enquanto o Fluminense se diz “mar de almirante”, a Portuguesa vive uma verdadeira asfixia financeira pela falta de contratos de TV.

Fonte: Blog do Rodrigo Mattos

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