Alegria e tristeza.

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Assistir ao espetacular superclássico espanhol (Barcelona 4 x3 Real Madrid, em pleno Santiago Bernabeu) me deixou, ao mesmo tempo, alegre e triste. Alegre, pela beleza do espetáculo, emocionante e bem jogado do primeiro ao último minuto. Um colírio para os amantes do “velho e violento esporte bretão”. Triste por constatar o óbvio: o que nossos times andam praticando por aqui não merece nem sequer ser chamado de futebol.

Não temos, hoje em dia, nenhuma equipe capaz de encher os olhos daqueles que apreciam o futebol arte. A coisa mais parecida com isso foi o Atlético Mineiro de Cuca, campeão da Libertadores, do ano passado. E, mesmo assim, a equipe mineira sucumbiu de forma patética diante dos mexicanos, no Mundial Interclubes, no final da temporada, nem sequer chegando à final, onde encararia o poderoso Bayern de Munique.

Do que se viu no superclássico disputado na Espanha, a coisa mais parecida com o que vemos por aqui foi a arbitragem – que errou em dois pênaltis, um a favor do Real Madrid (a falta em Cristiano Ronaldo foi fora da área) e outro para o Barcelona (em Neymar, que estava impedido e me pareceu simular uma falta que, sinceramente, não consegui ver em nenhum dos muitos replays).  O lance acabou sendo decisivo, pois permitiu ao Barça empatar o jogo em 3 a 3 e ainda provocou a expulsão de Sérgio Ramos, desequilibrando o duelo a favor dos visitantes.

O jogaço deixou ainda algumas outras preocupações. A forma de Daniel Alves, por exemplo. Ele levou um autêntico baile do argentino Di Maria, no primeiro tempo, e depois do intervalo (além de fazer a falta que acabou transformada em pênalti) só apareceu positivamente ao chutar uma bola na trave de Diego Costa, quando se lançou ao ataque.

Neymar e Marcelo também tiveram atuações discretas. O lateral não chegou a comprometer, mas não brilhou. Já o moicano, muito preso ao lado direito do campo, pouco produziu, fora a jogada da penalidade máxima, que me pareceu simulada. Acabou substituído por Pedro.

A maior de todas aflições, contudo, foi ver como Lionel Messi (que, este ano, ainda parecia meio fora de forma) é capaz de desequilibrar um partidaço como esse, com três gols e o passe para o outro (de Iniesta).

Some-se a isso a grande atuação do também argentino Di Maria e dá pra ver o tamanho da encrenca que os Hermanos podem aprontar aqui na nossa Copa.

Nossa seleção, é verdade, joga hoje em dia um futebol infinitamente superior ao de nossos clubes. Mas se Lionel Messi estiver encapetado… Ai, ai, ai….

Fonte: Blog do Renato Maurício Prado

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