E o Fluminense chupando o dedo.

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Enquanto o Vasco luta por um título que lhe foge há mais de dez anos, enquanto Flamengo se divide entre frustrar o Vasco e ir em frente na Libertadores e enquanto o Botafogo promete finalmente nos dizer ao que veio na mesma Libertadores, o Fluminense mal sabe se continua ou não na Copa do Brasil. É o que lhe resta para salvar um semestre quase perdido.

O Vasco vai bem, quer dizer, vai melhor do que se esperava dele quando o Campeonato do Rio começou. O Flamengo joga em duas frentes, com possibilidades de se dar bem em ambas. Ou, pelo contrário, ser vice carioca e não chegar às oitavas-de-final da Libertadores. O Botafogo, ouso repetir, tenta fazer milagre em campo com salários atrasados fora dele. De qualquer forma, os três ainda estão vivos.

Vivo também está o Fluminense, só que moribundo. O clube que em priscas eras destacava-se como modelo de organização no esporte brasileiro, hoje pena justamente porque não se organiza. Tenta solucionar seus problemas no futebol da maneira mais óbvia: demitindo os treinadores. Com Cristóvão, chegam a quatro os comandantes do time tricolor em apenas um ano. Apesar de as trocas feitas nesses doze meses terem dado em nada, o Fluminense as repete.

Passo por cima dessa briguinha interna entre presidente e patrocinador, pois ela é apenas um dos muitos exemplos de que o Fluminense, em termos de organização, já não é o mesmo. Fixo-me na mudança de treinadores. Ou melhor, na chegada de Cristóvão para o lugar de Renato. Mais uma vez muda-se o treinador sem que se faça, para ele ou com ele, um planejamento ao menos a médio prazo. Foi a falta de planejamento que levou o campeão de 2012 a cair em 2013.

Como acontece com as troca de prefeitos nas cidades brasileiras, os primeiros atos do que chega é passar uma borracha em todos os atos do que sai. Assim, Cristóvão tratou logo de desfazer a dupla Fred-Valter para promover o retorno de Sobis. E substituiu Valença por Vagner. As razões são simples: Fred e Válter não podem jogar juntos “porque nenhum dos dois volta”. E Vagner entra “porque apoia mais”. E dizer que foi justamente com as “voltas” de Sobis e o “apoio” de Vagner que o Fluminense foi rebaixado. Menos mal (para o tricolor) que o rebaixamento foi de mentirinha.

Fonte: Blog do João Máximo

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