Fla Coxinha comanda vaias a um time limitado. Que torcida é essa?

Compartilhe
O time do Flamengo tem óbvias limitações. Ampliadas pela saída de Elias — e aí não faz sentido o rubro-negro reclamar, as cifras pedidas pelo Sporting para cedê-lo eram exageradas para um clube que tenta se reorganizar. Mas ainda com o meia novamente corintiano, a equipe foi além do que se imaginava, batendo quatro dos seis melhores times do último Brasileirão. Assim, ganhou a Copa do Brasil.

Não, amigos, não estava nos planos flamenguistas levantar aquela taça. As coisas foram… acontecendo. E consequentemente não se esperava vaga na Libertadores. Mas ela apareceu. E com um time repleto de jogadores sem a maturidade necessária para a competição e com nítidas limitações, protagonizou mais um fracasso do clube no certame: nova eliminação na fase de grupos. Feio, claro. Bem feio. Mas não foi por falta de “vergonha” que o Flamengo não se classificou. Foi pelas suas próprias fraquezas.

E quando há fraglidade no futebol é preciso buscar forças. E elas muitas vezes vêm de fora, da arquibancada. Mas nem sempre isso aconteceu no New Maracanan, repleto de torcedores apaixonados, que incentivam, e também daqueles que só lembram que o clube existe quando há a perspectiva de uma vitória relevante. Aqueles que vaiam com bola rolando, que apupam no primeiro tempo, como na saída de Elano, sentindo a lesão após período afastado. Não são torcedores, mas clientes, que acreditam ter um direito na compra do ingresso. O direito à vitória.

Mas não há Código de Defesa que assegure o triunfo a quem paga por um tíquete. E aí, sem a força da galera e diante de um rival superior — sim, o León é mais time — fica mais complicado. Vivemos a coxinhização do futebol, amplificada pelas novas “arenas” e seus ingressos caros, cujos preços são estipulados por marqueteiros e cartolas elitistas que imaginam ser o futebol um apenas produto. Não, não é. Futebol é paixão e torcedor não é espectador, muito menos consumidor.

A torcida que apoiou o Flamengo na Copa do Brasil, quando o time jamais se viu obrigado a virar um placar no New Maracanan, desta vez se dividiu entre os que cantavam o hino, apoiavam, e aqueles que preferem exigir seus “direitos”. Sim, eles acham que têm direito ao triunfo. São os torcedores de vitórias, não do clube, capazes de chamar um time esforçado mas como óbvias limitações de “sem vergonha”, o que nitidamente não é. Então, parodiando o cântico dos próprios rubro-negros nos momentos de êxito, vem a pergunta: “Que torcida é essa”? É a “Fla Coxinha”.

Fonte: ESPN

Notícias recentes

  • Notícias

CBF escala Alex Gomes Stefano para apitar jogo do Flamengo x Botafogo no Brasileirão

Flamengo e Botafogo se enfrentam pela 25ª rodada do Brasileirão, no Maracanã A Confederação Brasileira…

18/08/2026
  • Manchetes

O esquema de segurança no Maracanã para jogo do Flamengo x Cruzeiro na Libertadores

Quais são as medidas adotadas pelo Flamengo em jogo contra o Cruzeiro?   O Maracanã…

18/08/2026
  • Notícias

Jogador do Flamengo é eleito o melhor da rodada na Libertadores; veja como ficou a seleção

Autor do gol do Flamengo contra o Cruzeiro, Lucas Paquetá foi escolhido o melhor da…

18/08/2026
  • Manchetes

Plata, do Flamengo, entra na mira de time espanhol, diz portal AS

Qual time está interessado na contratação de Gonzalo Plata?   O mercado de transferências segue…

18/08/2026
  • Curiosidades

Pedro mira recorde de Gabigol em jogo do Flamengo x Cruzeiro, pela Libertadores

Qual é o recorde que Pedro pode alcançar em jogo do Flamengo x Cruzeiro? O…

18/08/2026
  • Destaque

“Já vivi tiroteio na favela”: Royal minimiza críticas e se vê pronto para brilhar no Flamengo

Emerson Royal realizou preparação especial para 2026 Antes do primeiro jogo das oitavas da Libertadores,…

18/08/2026