“Negócio de vice é para torcedor”, diz goleiro do Flamengo.

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O jejum de títulos relevantes do Vasco contra o Flamengo já dura mais de 25 anos. As provocações pela série conquistas dos rubro-negros sobre o rival se espalha pelas redes sociais e ruas do Rio. O histórico não sai de pauta quando o assunto é a final do Campeonato Carioca. Mas na Gávea ninguém quer saber de falar sobre freguesia ou dos vices cruz-maltinos. Nas entrevistas, o tema é quase proibido e dá lugar a palavras de respeito antes da partida deste domingo, às 16h (de Brasília), no Maracanã.

Preocupado em não dar armas para o Vasco se motivar ainda mais para o clássico, Felipe deixou qualquer tipo de provocação para o torcedor. O goleiro fez questão de elogiar o momento atual do Vasco e apontou a torcida rival como a que mais se aproxima de presença de público dos rubro-negros em duelos no Maracanã.

– Isso é mais entre as torcidas. Os jogadores são outros, o Vasco passa por um grande momento, com um grande treinador. É bastante tempo sem ganhar. Então, estão sentindo que a hora é agora. Temos que respeitar. Esse negócio de vice é para o torcedor. Em campo, são 11 contra 11, grandes equipes. A torcida do Vasco é a que sempre vai e fica cheia contra o Flamengo.

Com a liderança cada vez mais forte no momento de decisão da temporada, Felipe deu sua quarta entrevista coletiva no período de uma semana neste sábado e dividiu a responsabilidade na decisão em partes iguais para as duas equipes. Para o goleiro, o histórico a favor não torna o Flamengo favorito e nem aumenta a cobrança para manutenção da escrita.

– O torcedor cobra de qualquer forma. Seja contra o Vasco ou qualquer outra equipe. Tabu não entra em campo, não adianta de nada. É só um ingrediente a mais. Sabemos da obrigação do Flamengo de ganhar, seja qual for o rival. Isso de tabu, vice, não nos envolvemos. De repente, até cria uma coisa que não precisa. Não tem favorito, cada um tem 50% de chance.

Dono da melhor campanha da competição, o Flamengo pode empatar as duas partidas para ficar com o título. O camisa 1 rubro-negro, por sua vez, tratou de ignorar qualquer vantagem e até tratá-la como perigosa, caso interfira na postura em campo.

– A vantagem é pequena. Quem joga para empatar, acaba perdendo, raramente ganha. A vantagem só vai valer no final da segunda partida, quando podemos pensar no resultado. Temos que entrar para ganhar as duas. Não dá para se apegar a vantagem.

Flamengo e Vasco se enfrentam neste domingo, às 16h (de Brasília), no Maracanã. A grande decisão do Carioca acontece uma semana depois, dia 13, no mesmo horário e local.

Fonte: GE

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