O que é torcer para o Flamengo?

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A primeira imagem que me vem a cabeça quando penso em futebol é do jogo Brasil x Suécia, no dia 03 de junho de 1978, durante a copa da Argentina. E por que me lembro deste jogo? Porque o Brasil foi ROUBADO descaradamente pelo árbitro galês Clive Thomas que, após Nelinho bater o escanteio aos 46 do 2º tempo e Zico fazer o gol, o soprador de apito termina o jogo com a bola no ar! Esta imagem ficou na minha cabeça de criança. Por quê? Porque eu começava a conhecer ali, não só um jogador de futebol, não só o ídolo do Flamengo, mas o homem com caráter a toda prova que, como desportista, é admirado pelos adversários e pelos gramados no mundo inteiro. Então que não venham torcedores de qualquer time adversário dar lição de moral falando de valores!

Comecei a torcer para o Flamengo num time que tinha: Raul, Leandro, Marinho, Mozer e Júnior; Carpegiane, Adílio e Zico; Tita, Nune e Júlio César (Uri Geller). Sabe por que o Julinho era chamado de Uri Geller? Pela sua capacidade de entortar os adversários… Então, com o tempo e o conhecimento que fui adquirindo sobre futebol, e sobre o meu time, cada vez mais ficava orgulhoso de ser rubro-negro.

Ser Rubro-Negro é torcer para um time em que Domingos da Guia, Leônidas da Silva, Zizinho, Dida, Carlinhos, Geraldo, Zico, Bebeto, Júnior, Andrade, e tantos outros craques, que o flamengo faz em casa, tiveram o prazer de vestir a camisa e ganhar títulos de cansar essa torcida de tanto comemorar. É torcer para um time que nunca ficou mais de três anos sem levantar uma taça!

Ser Rubro-Negro é estar acompanhado de mais 40 milhões de pessoas, garis, motoboys, vendedores, recepcionistas, professores, engenheiros, médicos, advogados, dentistas, executivos, atores, enfim, ter superioridade numérica em qualquer classe social e profissão.

Ser Rubro-Negro não é fazer parte de uma torcida, mas de uma nação! De jogadores que fizeram história e que, pode até aceitar brincadeiras com estereótipos, mas jamais se calará quando a honra de sua nação ou de seus heróis for ferida por quem não tem moral clubística, nem argumento, por torcer por um grêmio esportivo, para questioná-la.

Enfim, torcer para o Flamengo é torcer para “O Mais Querido do Brasil” que, por isso mesmo, aparece mais na mídia. Até porque no confronto direto com todas as equipes cariocas possui mais vitórias, mais títulos, mais craques e mais história.

Por isso o nosso hino diz: “Uma vez Flamengo, Flamengo até morrer!”.

Texto de:

Marcelo Menezes.

Fonte: Primeiro Penta

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