Contas no Flamengo são aprovadas com vaias à Capitão Léo.

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Sob clima de tensão, com direito a discussões, vaias e acusações mútuas, o Conselho Deliberativo do Flamengo aprovou, na noite desta quinta-feira, as contas de 2013 do clube. As contas de 2011 e 2012, que ainda precisavam de referendo e passaram por revisões, também foram aprovadas sem ressalvas. Foi uma vitória parcial da atual diretoria, que temia sofrer com perdas em caso de reprovação.

De acordo com o estatuto do clube, o demonstrativo financeiro de 2013 deveria ter sido aprovado até, no máximo, abril. Mas houve um pedido de que o documento fosse analisado com mais cuidado pelo Conselho Fiscal do clube, o que atrasou a votação.

Presidente do próprio Conselho Fiscal, Mário Esteves discurou perante os conselheiros recomendando a aprovação. A presença da oposição, no entanto, era grande. A ex-presidente Patricia Amorim, assim como seu ex-vice de finanças, Michel Levy, estavam no local. Em determinado momento, este último chegou a uma discussão áspera com o presidente do Conselho Deliberativo, Delair Dumbrosck.
Com os ânimos acirrados, Leonardo Ribeiro, o Capitão Léo, presidente do Conselho Fiscal na gestão de Patricia, discursou e pediu que os três balanços, de 2011 a 2013, fossem reprovados. Acabou vaiado. Os balanços de 2011 e 2012, ainda da gestão de Patricia, foram retificados após apuração detalhada que levou a uma abertura de comissão de inquérito.

Ex-presidente do clube e ex-vice-presidente de Patricia Amorim, Hélio Ferraz também discursou e lembrou que a aprovação de contas não significa que eventuais erros não poderão ser revistos no futuro. Helinho lembrou as contas de 2001, aprovadas, mas que resultaram no impeachment do então presidente Edmundo dos Santos Silva, por irregularidades no contrato com a ISL.

O temor da atual diretoria era de que uma eventual reprovação das contas, como aconteceu com o ano de 2011 pela falta de classificação de quase R$ 40 milhões, o clube amanheceria nesta sexta-feira com um novo prejuízo de R$ 60 milhões. Isto porque projetos aprovados com isenção fiscal e até mesmo as certidões negativas de débito (CNDs), que permitem o contrato com a Caixa Econômica Federal, por exemplo, poderiam ficar em risco.

Recentemente, também no Conselho Deliberativo, o Flamengo aprovou a adequação de seu estatuto à Lei Pelé. Desta forma, o clube está apto a captar parte dos R$ 130 milhões disponibilizados pelo Governo Federal para investimento em esportes olímpicos, através da Lei do Incentivo.

Fonte: ESPN

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