“Vou torcer pelo Flamengo. O Paulistano me traiu”, diz Oscar.

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O ano era 2005, e o basquete masculino estava em crise no país. A seleção brasileira não tinha se classificado para as duas últimas Olimpíadas (Sydney e Atenas), e o desentendimento entre jogadores e a Confederação Brasileira de Basquete (CBB) era tamanho, que os atletas se uniram para organizar uma competição paralela ao Campeonato Brasileiro. Sob a tutela de Oscar Schmidt, foi criada a Nossa Liga Brasileira (NLB), com a adesão de 30 clubes. Quase dez anos depois, o Mão Santa ainda guarda mágoa e não se esquece dos times que optaram por não se inscreverem na competição. Um deles, o Paulistano. Por isso e pela identificação com o Flamengo, o eterno camisa 14 deixa muito claro para quem vai torcer na manhã deste sábado, na final do NBB 6, entre as duas equipes, na Arena da Barra, no Rio de Janeiro, às 10h10:

– É claro que vou torcer pelo Flamengo. O Paulistano me traiu em 2005, traiu a liga, não posso fazer outra coisa a não ser torcer contra o Paulistano – disse o craque, durante o lançamento de sua biografia na última quinta-feira, em São Paulo.

A NLB teve duas temporadas, mas só uma delas chegou ao fim. Em 2005, o Limeira ficou com o título e, em 2006, o torneio teve início, mas não foi disputado até o final, assim como o torneio da CBB. Algumas equipes disputaram as duas competições mas, segundo Oscar, o time da capital paulista pulou fora:

– A gente fez uma reunião uma semana antes do início da Liga e o Paulistano desistiu, o Paulistano nos traiu. Ainda fico muito magoado quando penso no clube, porque muitas reuniões foram feitas lá. E eles debandaram de última hora – lembrou o Mão Santa.

Oscar também tem um carinho especial pelo Flamengo, já que foi lá que encerrou sua carreira de quase 30 anos no basquete profissional. Entre 1999 e 2003, o jogador marcou 7.241 pontos em 219 jogos pelo time carioca (média de 33 pontos por partida) e foi cestinha de quatro Campeonatos Brasileiros. Ele conquistou dois Cariocas na Gávea e realizou o sonho de jogar ao lado do próprio filho, Felipe. Mas o Mão Santa assume não torcer só para um time:

– Eu sou flamenguista e corintiano. Já fui santista e Fluminense, mas virei casaca porque ganhei títulos pelo Flamengo e pelo Corinthians – disse o jogador, que atuou pelo time paulista entre 1995 e 1997.

A final do NBB entre Flamengo e Paulistano será neste sábado, às 10h10, com transmissão ao vivo da TV Globo. O GloboEsporte.com acompanha todos os lances em Tempo Real com vídeos.

Fonte: GE

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