É fato. Decidida ou não no fim de 2013, a renúncia de Wallim Vasconcellos à vice-presidência de futebol do Flamengo foi concretizada justamente em meio à pior crise vivida pela gestão de Eduardo Bandeira de Mello.
Abatido, o ex-dirigente, que chegou chorar durante a coletiva, apontou uma razão principal para que ele entregasse o cargo antes do fim da gestão.
– Eu não estava tendo tempo para tocar a minha vida. Não tinha tempo para tratar dos meus negócios, para conversar com os meus sócios. Tampouco para dar atenção à minha família – disse o ex-mandatário, em um pronunciamento nitidamente ensaiado.
Ao alegar que não estava conseguindo conciliar a vida pessoal com os compromissos dentro do Flamengo, Wallim foi questionado sobre a possibilidade de ter sido o presidente do clube da Gávea, já que ele era o nome da Chapa Azul, antes da eleição, para comandar o Rubro-Negro.
– Se eu tivesse me candidatado e fosse eleito eleito presidente, estaria frito. Teria de cumprir os três anos, não teria jeito. Aquela impugnação foi o melhor pra mim – disse Wallim, se referindo à impugnação de sua candidatura à presidência, ocorrida em novembro de 2012, um mês antes da eleição.
Até o momento, o Flamengo não se pronunciou sobre quem assumirá o cargo de vice-presidente de futebol. Em nota, o clube divulgou que o presidente Eduardo Bandeira de Mello acumulará tal função.