Antes de ser apresentado, o atacante fez uma atividade na sala de musculação. Depois de receber a camisa 23 das mãos de um sócio-torcedor, mostrou um certo nervosismo durante a entrevista. Durante as respostas, os quase 16 anos fora do Brasil ficaram claros nos momentos em que fez pausas para buscar palavras na memória.
– Saí muito cedo. Optei por jogar pela Croácia porque foi uma grande oportunidade. O carinho é grande. Desde o Sub-20 jogo lá – comentou.
Criado na Vila Kennedy, Eduardo deixou o Brasil em 1999 após se destacar na Taça das Favelas e defendeu três clubes em sua carreira: Dínamo Zagreb (2001/07), Arsenal (2007/10) e Shakhtar Donetsk (desde 2010). Naturalizado croata, disputou a Eurocopa de 2012 e a última Copa do Mundo – quando ficou no mesmo grupo do Brasil. Mas jogou pouco no Mundial e entrou apenas no segundo tempo da goleada da Croácia por 4 a 0 sobre Camarões.
Veja os principais tópicos da apresentação:
– A maioria nunca me viu jogar, foram 15 anos na Europa. Minha característica é de jogar como atacante. Nos últimos anos, na Ucrânia e na seleção (da Croácia), estava jogando mais pelos lados ou até mesmo atrás dos centroavantes. Estou aqui para atuar em qualquer posição.
Adaptação ao futebol brasileiro
– Acho que não vai demorar a adaptação. Fora de campo, na vida e amizades, talvez. Mas dentro de campo espero que seja muito rápido, não acredito em dificuldades. Nunca joguei como profissional no Brasil, mas o que eu penso mesmo é sobre o clima, que é bem diferente. O Flamengo vai jogar no Sul no domingo, com frio. E depois pode jogar no Nordeste com calor. Isso é diferente, mas vou fazer de tudo para me entrosar o mais rápido possível.
– Tentei explicar isso já. Foi uma coisa de infância. Juntava os amigos, e cada um torcia para o seu time. Mas já são 15 anos na Europa. Venho para realizar o sonho de jogar em um grande clube como o Flamengo. Quero ajudar para colocar o time no lugar onde a torcida se acostumou a ver. Sonho poder jogar em um grande clube como o Flamengo no Maracanã.
– Não posso me considerar o que resolve. São 11 jogadores e um grupo de 25 ou mais. Todos dependem de todos. Flamengo tem muita pressão, qualquer jogador pode decidir.
– Meu último jogo dia 23 de junho pela seleção, quando fomos eliminados. Fiquei até hoje fora de atividade. No calendário europeu, é férias. Mas ainda estava jogando peladas no Rio, na praia, fazendo uma corridinha. Sobre estreia, ainda não sei. Pode ser em um