Gilmar Ferreira analisa 12ª Rodada do Brasileirão 2014.

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A tão desejada reforma no futebol bem que poderia começar pela adoção de uma nova fórmula de disputa no Campeonato Brasileiro.
Estamos ainda na décima-segunda rodada da principal competição do país e a procissão já começou.

O Cruzeiro, campeão em 2013, mais bem organizado administrativamente, lidera com cinco pontos de vantagem para o segundo colocado, seis para os terceiro e quarto, e sete para o quinto _ dezessete para o primeiro fora da zona de rebaixamento.

Os clubes da parte debaixo estão vendendo o almoço para comprar o jantar.

A emoção está mais no desespero dos “pobres” do que no glamour dos “poderosos”.

Flamengo 1 x 0 Botafogo.

Como era de se esperar, o clássico entre dois times que não estão bem colocados na tabela não foi um primor em termos de qualidade técnica.

Mas o tom desesperador, temperado pela rivalidade entre rubro-negros e alvinegros, deu ao confronto um toque de emoção.

Empenho, correria e chances desperdiçadas pelos dois lados.

Mérito para o Flamengo, mais bem arrumado por Vanderlei Luxemburgo.

Zagueiro foi zagueiro, lateral foi lateral, volante foi volante, meia foi meia e atacante foi atacante.

Nada que nos encha os olhos, mas deu para o básico.

Veremos agora o prazo de validade.

O Botafogo, com as receitas bloqueadas e os salários atrasados, mostrou os altos e baixos de sempre e teve chances de empatar e até de vencer.

Mas sente a falta um goleador para atuar ao lado de Emerson Sheik.

E assim se arrastará até o final…

Atlético-PR 0 x 3 Fluminense.

Com a contratação de Cícero, Cristóvão Borges consegue armar um time com três volantes sem deixar de ser ofensivo.

Cícero é tão volante quanto meia.

Assim como Jean é tao volante quanto lateral.

Numa linha de três, ao lado de Conca e Wagner, com Sóbis mais à frente, o jogado comprado ao Santos oferece o encaixe perfeito.

Quando Fred voltar, Sóbis passa a fazer a função de Wagner e o time ganha ainda mais força.

Vai bem o Fluminense…

Ponte Preta 0 x 0 Vasco.

Adílson Baptista também arruma o time no 4-3-1-2, dando aos volantes Aranda e Fabrício uma pretensa e enganosa ofensividade.

Eles ocupam o campo de ataque, mas não criam.

Fazem pressão no campo adversário, dificultando a saída de bola, mas não produzem jogadas.

O time depende de Douglas que, sem espaços, compromete o todo.

O Vasco precisa de mais criação…

Fonte: Extra Globo

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