Mané Garrincha se despede com aprovação e 478 mil pessoas.

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Messi, Cristiano Ronaldo, Robben, Neymar, James Rodríguez… não foram poucos os craques que passaram pelo Mané Garrincha durante a Copa do Mundo. Mas é preciso acrescentar um nome diferente a essa lista: o torcedor. As arquibancadas do estádio de Brasília foram um espetáculo à parte, sempre lotadas e vibrantes em todos os sete jogos que a cidade recebeu no Mundial. Com capacidade para 69.349 pessoas, a média de ocupação ficou em 68,3 mil torcedores (98,5%), para um público total de 478.218.

Sem dúvidas, quem mais curtiu as partidas da Copa na capital federal foram os próprios brasilienses. Mas também teve muito visitante na cidade. Além dos brasileiros de todo o país que viajaram até Brasília para os dois jogos da Seleção no Mané Garrincha, vizinhos sul-americanos como equatorianos, colombianos e argentinos promoveram verdadeiras invasões nas partidas de suas seleções. Inclusive, cativando o apoio do público candango – exceção feita à Argentina, que teve que ouvir algumas provocações da torcida local, maioria nas arquibancadas.

Até mesmo na partida mais melancólica realizada no estádio – a disputa do terceiro lugar, no último sábado -, os torcedores fizeram sua parte. Ocuparam mais uma vez praticamente todos os assentos. Participaram intensamente e apoiaram a seleção brasileira durante quase todo o jogo. Porém, paciência tem limite e o último gol da vitória da Holanda por 3 a 0 provocou debandada antes do apito final e algumas sonoras vaias. Ainda assim, muitos fizeram questão de esperar para aplaudir os holandeses durante a cerimônia de entrega das medalhas de bronze. Um bonito gesto, que marcou a despedida do Mané Garrincha da Copa.

Sem dúvidas, quem mais curtiu as partidas da Copa na capital federal foram os próprios brasilienses. Mas também teve muito visitante na cidade. Além dos brasileiros de todo o país que viajaram até Brasília para os dois jogos da Seleção no Mané Garrincha, vizinhos sul-americanos como equatorianos, colombianos e argentinos promoveram verdadeiras invasões nas partidas de suas seleções. Inclusive, cativando o apoio do público candango – exceção feita à Argentina, que teve que ouvir algumas provocações da torcida local, maioria nas arquibancadas.

Até mesmo na partida mais melancólica realizada no estádio – a disputa do terceiro lugar, no último sábado -, os torcedores fizeram sua parte. Ocuparam mais uma vez praticamente todos os assentos. Participaram intensamente e apoiaram a seleção brasileira durante quase todo o jogo. Porém, paciência tem limite e o último gol da vitória da Holanda por 3 a 0 provocou debandada antes do apito final e algumas sonoras vaias. Ainda assim, muitos fizeram questão de esperar para aplaudir os holandeses durante a cerimônia de entrega das medalhas de bronze. Um bonito gesto, que marcou a despedida do Mané Garrincha da Copa.

BRASILEIROS E ESTRANGEIROS APROVAM O ESTÁDIO

Palco com maior número de partidas no Mundial – empatada com o Maracanã -, a arena de Brasília teve seu funcionamento aprovado pelos torcedores após os sete jogos que recebeu. A beleza foi o fator que mais chamou a atenção, mas acessos, conforto e organização também foram itens elogiados por brasileiros e estrangeiros.

O Mané Garrincha apresentou operação satisfatória em praticamente todas as áreas. Localizado na região central de Brasília, o estádio permitiu uma chegada tranquila aos torcedores em quase todos os jogos. O esquema de segurança, que contou cerca de 3.400 profissionais em cada partida, também foi eficiente e não foram registradas ocorrências graves. Internamente, banheiros e lanchonetes suportaram a demanda sem maiores complicações – exceto no primeiro jogo. Orientadores e voluntários mostraram disposição e conseguiram organizar arquibancadas e corredores. Até mesmo os sinais de telefonia, que apresentaram muitos problemas no período antes da Copa, tiveram uma melhora significativa durante o Mundial.

– Vim em todos os jogos e posso dizer que o Mané Garrincha está de parabéns. Claro que há algumas filas, alguns congestionamentos, mas isso é normal para um local com concentração de 70 mil pessoas. Nada incomode tanto. É um estádio muito bonito, aconchegante, e acho que funcionou muito bem – afirmou o médico Jorge Olivar.

– Achei bem sinalizado, bem organizado, seguro. Tem sempre alguém pronto para te orientar. Para nós, que viemos com criança, isso é muito importante – completou o servidor público Ricardo Costa, que foi a dois jogos no Mané Garrincha acompanhado da esposa e do filho de apenas quatro anos.

Outro que também elogiou foi o holandês Henk Schuitemaker. Após assistir à um jogo na Arena Corinthians, em São Paulo, o torcedor fez questão de destacar as facilidades de acesso ao estádio de Brasília e colocou o Mané em patamar semelhante aos que costuma frequentar na Europa.

– Para mim, está muito bom. Em São Paulo, foi um pouco difícil na chegada ao estádio. Parecia que ainda tinha coisas para terminar. Em Brasília, foi tudo bem. Aqui (dentro do estádio) também está bom. Não muito diferente dos estádios que temos na Holanda.

PONTOS NEGATIVOS: FILAS NO PRIMEIRO JOGO E ALGUMAS BRIGAS

Apesar da aprovação de muitos torcedores, o Mané Garrincha também apresentou alguns problemas durante a Copa. As falhas mais graves ocorreram na partida de estreia do estádio, entre Suíça e Equador, no dia 15 de junho.

Problemas com o efetivo responsável pela operação dos detectores de metais provocou enormes filas na entrada e muitos torcedores perderam o início do jogo. As filas continuaram no lado de dentro, nas lanchonetes. O número de pontos de venda e atendentes não foi suficiente para a demanda e houve muita demora. Também foi registrada falta de alimentos em diversos pontos. Outra falha da partida de estreia ocorreu nos banheiros, que também apresentaram longas filas e pias entupidas em algumas unidades.

Os erros da organização começaram a ser resolvidos logo no segundo jogo realizado no estádio e foram se tornando menores a cada partida. No entanto, a falta de educação de alguns torcedores também provocou outros problemas.

No jogo entre Brasil e Camarões, copos chegaram a ser arremessados em campo e quase atingiram um atleta do time africano. Já na partida entre Argentina e Bélgica, os seguranças tiveram bastante trabalho para tentar conter focos de desentendimentos entre brasileiros e argentinos. Em alguns casos, torcedores chegaram a trocar socos e pontapés. O movimento na delegacia do estádio foi maior que em outras partida, inclusive, com prisões por agressão. Algumas confusões com torcedores também foram registradas na partida entre Colômbia e Costa do Marfim.

JOGOS DA COPA NO MANÉ GARRINCHA

15/06 – Suíça 2 x 1 Equador – 68.351

19/06 – Colômbia 2 x 1 Costa do Marfim – 68.748

23/06 – Camarões 1 x 4 Brasil – 69.112

26/06 – Portugal 2 x 1 Gana – 67.540

30/06 – França 2 x 0 Nigéria – 67.882

05/07 – Argentina 1 x 0 Bélgica – 68.551

12/07 – Brasil 0 x 3 Holanda – 68.034

Fonte: GE

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