Revelação do Flamengo é campeão desde o primeiro dia de vida.

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Ele começou no futsal, em João Pessoa. Depois que migrou para os campos, passou pelos juniores do Atlético-MG e do Fluminense, até chegar ao Flamengo, onde chegou a fazer algumas partidas no time profissional. Na terceira edição da série Expresso Paraíba, exibida pelo Globo Esporte nas TVs Cabo Branco e Paraíba, o volante Léo Henrique, de 20 anos, lembra as adversidades que precisou vencer para tentar a carreira em um grande clube. Ao lado dos pais, ele lembra que menos de 24 horas depois de nascer, precisou encarar uma cirurgia nos pulmões, mas nem isso o desvirtuou da busca pelo seu sonho.

A estrada foi longa até chegar onde está agora. Mas, vestindo a camisa do Flamengo, ele reconhece o peso da camisa e da responsabilidade de defender as cores do time de maior torcida do país.

– Tem um peso absurdo a história no futebol, tanto nacional quanto internacional. É diferente. Não é para todo mundo. Eu me sinto honrado em vestir essa camisa – contou o volante.

INÍCIO NO FUTSAL

Mas as primeiras marcações do jogador não foram no campo. Começaram no futsal, em João Pessoa, quando ele ainda era criança.

– Sempre a bola esteve na minha vida – resumiu Léo.

– Ele foi um menino especial. Quando ele chegou à escolinha pela primeira vez, a gente viu o potencial de chute, de movimentação. Então a gente colocou logo ele na equipe sub-9. Ele tinha tanto força física, como habilidade e a gente viu que ele crescia, que foi o que aconteceu – emendou Nildo, primeiro técnico do menino, ainda nas quadras.

Do futsal, apareceu uma chance para começar a brilhar nos gramados. Ou melhor, no “poeirão”. Jogou em uma equipe da capital paraibana que atualmente é chamada de Femar.

– Quando a gente começou a trabalhar com ele aqui, ainda no infantil, a gente já via qualidade, potencial técnico e que ele teria um futuro brilhante – comentou Ferreira, que é presidente do clube desde sua fundação.

PRIMEIROS CLUBES

A garra do volante volante do Femar era enorme. Tanto que aos 13 anos Léo foi fazer testes no Atlético-MG. Passou. Mas, pouco depois foi dispensado. Naquele momento, o garoto chegou a pensar que a carreira de jogador havia chegado ao fim.

– Foi complicado. Chorei bastante. Mas, quando cheguei aqui, tive a força que eu sempre tive: da família, dos amigos. Eles me deram força e falaram que aquilo ali era só o começo – lembrou Léo.

– Ele voltou muito triste, mas sem perder aquela vontade. Essa é uma grande virtude dele. Ele é muito cheio de vontade, tem muita garra em tudo o que ele faz: nos treinos, em todas as coisas, ele é um cara nota 10 – emendou, orgulhoso, Geraldo França, pai do volante.

Pouco tempo depois, a angústia se transformou em alegria mais uma vez. Léo foi contratado pelo Fluminense. No Tricolor das Laranjeiras, ele foi bicampeão juvenil e se destacou a ponto de despertar o interesse do Flamengo. No time de maior torcida do Brasil, o paraibano joga nos juniores, mas fez parte do elenco profissional que foi campeão carioca neste ano.

– Eu buscava sempre o meu melhor. Se era para treinar, eu treinava 110% se fosse possível, para estar acima da média ou pelo menos dentro dos padrões.

A VITÓRIA MAIS DRAMÁTICA

Com o sucesso do filho, hoje a mãe de Léo Henrique fica emocionada. Não simplesmente pela carreira que o garoto vem trilhando. Mas pela vitória que ele conseguiu logo depois de nascer, quando teve que passar por uma cirurgia quando ainda não tinha nem um dia de vida. Dona Maria Cerine lembra o perrengue pelo qual a família passou com o problema de saúde do menino.

– Eu tenho o privilégio de ter ganho ele de presente no meu aniversário de 25 anos. Que, por sinal, quase perdi. No ato do nascimento, ele engoliu uma secreção, que encheu os pulmões dele. E ele ficava mal quando era tirado do balão de oxigênio. Então, como menos de 24 horas de nascido, ele foi submetido a uma cirurgia para drenar o pulmão. Ele lutou pela vida sozinho, durante 11 dias numa CTI e desse dia para cá eu vejo que Leonardo é muito especial na minha vida.

E Léo reconhece que ter vencido aquela primeira luta pela vida pode ter sido o que o deu tanta garra para seguir em busca de seus sonhos, transformando até a descrença de alguns conhecidos em força para continuar persistindo.

– Desde pequeno, com a força de Deus, eu fui superando, superando, e hoje em dia, com 20 anos, eu já conquistei um pouco da minha carreira e eu acredito que falta pouco. Eu lembro bastante de pessoas de fora da minha família e do meu círculo de amizade que falaram: “Cara, é difícil, não vai”. E aquela força negativa que tinha para mim se transformava em positiva. Isso para mim é gratificante.

Fonte: GE

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