No futebol, além do esforço físico propriamente dito, há os frequentes choques entre os jogadores que podem até mesmo encurtar carreiras brilhantes. Zico, por exemplo, lesionou-se em uma partida do Flamengo contra o Bangu e nunca mais foi o mesmo depois disso.
Todo torcedor lembra de algum jogador que já vestiu a camisa de seu clube, mas quase não entrou em campo. Contratado para atuar dentro das quatro linhas, este jogador passou a maior parte de seu contrato dentro do departamento médico se recuperando de problemas que nunca tiveram fim.
Sendo assim, a fim de diversão, segue abaixo uma escalação com os jogadores mais “chinelinhos” (no bom sentido, é claro) dos últimos anos. O “Canela de Vidro F.C” jamais entrou em campo, até porque, se todos esses jogadores atuassem em uma mesma equipe, eles passariam mais tempo na sala médica do que no gramado.
Fábio Costa:Revelado pelo Vitória e com passagem pela seleção brasileira, Fábio Costa fez história com a camisa do Santos. Embora só tenha se aposentado em 2013, desde 2009 conviveu com uma sequência de lesões que, por 4 anos, o fizeram estar mais no DM do que dentro de campo.
Maurinho:Maurinho conquistou a Tríplice Coroa com o Cruzeiro em 2003, após ter feito uma belíssima temporada com o Santos em 2002. De lá até 2012, no entanto, amargou passagens frustradas por São Paulo, Goiás, Uberaba, etc, em razão das constantes lesões que sofreu.
Victorino: Destaque da Universidad de Chilena Libetadores de 2010, o zagueiro da seleção do Chile já atuou no Brasil por Cruzeiro e Palmeiras, mas pouca gente lembra, porque quase nunca está em campo: o departamento médico é o seu lugar.
Rodolfo: Revelado pelo Fluminense, Rodolfo saiu cedo para a Europa e, quando retornou ao Brasil, atuou pelo Grêmio. No Sul, demonstrou ser um zagueiro diferente do que havia saído daqui e, mesmo no Vasco, também passou por problemas médicos que prejudicaram o seu desempenho.
Gustavo Nery:Melhor lateral esquerdo do Brasil em 2006, a partir daí, jamais conseguiu repetir as boas atuações que o credenciaram a tal. Vestindo a camisa do Internacional, do Fluminense e do Santo André, Gustavo Nery sofreu com frequentes e graves lesões.
Valência: Volante da seleção colombiana, Valência é um dos jogadores que mais vezes ficam fora do Fluminense. A cada rodada há um verdadeiro dilema em torna da sua escalação.
Pedrinho: Uma lesão crônica no início da carreira prejudicou a brilhante carreira que Pedrinho prometia ter. Revelado no Vasco na década de 1990, o jogador teve boa passagem pelo Palmeiras, mas nunca conseguiu ter uma boa sequência de partidas.
Valdívia: Campeoníssimo em desfalques, Valdívia é o jogador que mais vezes esteve no departamento médico da centenária história do Palmeiras. Em um time como esses, seu nome não poderia deixar de ser lembrado.
Carlos Alberto: Outro jogador em briga constante com o seu corpo para poder estar em campo. Carlos Alberto teve sua carreira muito prejudicada pela falta de sequências, embora não possa se queixar dos títulos que teve ao longo dos anos.
Renato Augusto: Uma promessa revelada na Gávea que não emplacou devido aos muitos problemas físicos que enfrenta na sua carreira, tanto nos anos de Bayer Leverkusen, quanto agora no Corinthians.
Lenny: Criado pela avó, como definiu Vanderlei Luxemburgo, Lenny começou arrebentando no Fluminense e no Palmeiras, mas depois sumiu do futebol e teve que encerrar a carreira antes dos 30 anos de idade por causa das lesões.