Especialistas analisam escassez de gols de falta no Brasileiro.

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Palco de grandes batedores de falta, como Zico, Júnior, Marcelinho Carioca e Juninho Pernambucano, o Campeonato Brasileiro de 2014 vive uma fase de escassez de gols em cobrança de falta. Até a 22ª rodada, em apenas 12 oportunidades o placar foi alterado dessa maneira. Por isso, alguns especialistas no assunto analisaram as razões dos gols de falta terem se tornado um verdadeiro artigo de luxo nessa temporada.

– Esses jogadores, me parece, que precisam treinar um pouco mais, porque, como é uma posição específica, requer muito treinamento. A experiência é importante. Quer dizer que, se eles já fizeram muitos gols de falta, eles já têm a calibragem do pé. Mas, tem que treinar – disse o ex-jogador e comentarista do SporTV Edinho.

O lateral do Vitória, Ayrton, é um dos poucos que balançou as redes adversárias em cobrança de falta no Brasileirão. O jogador, ao lado de Conca, do Fluminense, marcou dois gols de falta na competição. Para ele, o problema não está em quem tenta o gol, mas sim, na “malandragem” dos adversários.

– Os juízes dão a distância, mas o pessoal anda, salta para frente e tira um pouco o ângulo da trajetória da bola  – justificou Ayrton.

Para o técnico Tite, somente a prática traz a perfeição e, por isso, adota como rotina escolher os melhores batedores de falta e colocá-los para simular as situações de jogo durante o treinamento. Não apenas após o treino.

– Eu procurava com os meus melhores batedores treinar na parte principal do treinamento. Na parte onde ele está “fresquinho”, onde ele está na melhor condição de coordenar a sincronia dos movimentos. E não só com um complemento do trabalho, mas sim, como a essência do trabalho – revelou Tite.

Hoje comentarista, Juninho Pernambucano foi um dos últimos especialistas em falta no futebol brasileiro. O ex-jogador, inclusive, inspirou craques do futebol mundial como o italiano Pirlo, com o jeito peculiar de bater na bola. O ex-camisa 8 do Vasco, Lyon (França) e seleção brasileira vê o futebol atual forte fisicamente, mas fraco tecnicamente.

– Eu espero que a gente volte a ver gols de falta. Evoluímos na parte física. Isso é uma certeza. Mas perdemos um pouco na parte técnica. Antigamente, um jogador de meio-campo que tivesse qualidade, naturalmente, ele era um bom cobrador de falta. Cobrança de falta exige que você treine muito durante a semana e com o passar do tempo, a gente não consegue fazer os mesmos treinamentos. Porque é a mesma repetição, você tem que fazer os mesmos gestos sempre e é muito mais arriscado fisicamente – comentou Juninho.

Fonte: SporTV

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